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Criciúma lidera geração de empregos na Região Carbonífera

Município registrou saldo positivo de 184 vagas, enquanto Forquilhinha perdeu 128 postos de trabalho

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 07/11/2026 - 15:12 Atualizado há meio minuto
O setor de comércio e indústria registraram o maior volume de contratações e desligamento | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O setor de comércio e indústria registraram o maior volume de contratações e desligamento | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Os municípios da região carbonífera registraram saldo produtivo de 321 vagas de emprego formais em setembro, aponta levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho. 

Os 12 municípios da região contabilizaram 7.480 admissões e 7.159 desligamentos. Criciúma liderou a geração de vagas, com saldo de 184 postos de trabalhos, enquanto Forquilhinha teve o pior resultado, com 128 vagas a menos. 

Criciúma concentrou aproximadamente 49% das contratações da região e mais da metade do saldo positivo registrado no mês. Içara e Urussanga também se destacaram, com resultados de 150 e 118 vagas, respectivamente. 

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Empregos por município

Município Admissões Desligamentos Saldo
Criciúma 3.676 3.492 +184
Içara 1.293 1.143 +150
Urussanga 398 280 +118
Orleans 398 341 +57
Balneário Rincão 174 154 +20
Morro da Fumaça 317 299 +18
Treviso 37 24 +13
Cocal do Sul 201 198 +3
Siderópolis 109 140 −31
Nova Veneza 322 361 −39
Lauro Müller 150 194 −44
Forquilhinha 405 533 −128
Total Amrec 7.480 7.159 +321

Dos doze municípios, oito fecharam o mês com saldo positivo e quatro no vermelho. Além de Forquilhinha, Siderópolis (-31), Nova Veneza (-39) e Lauro Müller (-44) também registraram queda no número de trabalhadores com carteira assinada.

Comércio e indústria lideram contratações e demissões em Criciúma

Setor Admissões Desligamentos Saldo
Comércio e reparação de veículos 999 920 +79
Indústria de transformação 764 772 −8
Serviços administrativos e complementares 322 348 −26
Saúde e serviços sociais 253 204 +49
Transporte e armazenagem 247 226 +21
Construção 242 242 0
Alojamento e alimentação 239 252 −13

Em Criciúma, os setores que mais contrataram foram também os que mais demitiram, por serem os maiores empregadores da cidade: o comércio (999 admissões e 920 desligamentos), a indústria de transformação (764 e 722) e os serviços administrativos e complementares (322 e 348). 

O comércio foi o principal resultado pelo saldo positivo, com 79 vagas líquidas. Saúde (+49), educação (+21) e transporte e armazenagem (+21) também contribuíram. Na outra ponta, os serviços administrativos fecharam com 26 postos de trabalho a menos, e alojamento e alimentação, com decréscimo de 13 vagas. A indústria de transformação, que inclui segmentos como cerâmica, vestuário e plásticos, ficou praticamente estável, com saldo de −8.

Destaque para atendimento hospitalar

Entre as atividades específicas, o atendimento hospitalar foi destaque positivo, com 165 admissões e 102 desligamentos (+63). Os serviços advocatícios (+37) e confecção de peças do vestuário (+27) também tiveram bom desempenho. Restaurantes (−16) e comércio varejista de vestuário (−14) estiveram entre as atividades que perderam vagas. 

Perfil dos desligamentos

Na região como um todo, quase metade dos desligamentos (49%) ocorreu por pedido de demissão do próprio trabalhador. As dispensas sem justa causa responderam por 35% do total, e os términos de contrato, por 12,5%. Os números indicam um mercado com rotatividade voluntária relevante, e não uma onda de demissões.


 

Tags: emprego

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