Após anos de tramitação, os credores da Carbonífera Criciúma começaram a receber uma nova parcela dos valores previstos no processo de falência. O terceiro rateio, de aproximadamente R$ 3,5 milhões, já foi transferido para a empresa responsável pelos pagamentos.
Segundo o advogado Maurício Colle de Figueiredo, os repasses aos credores já começaram e devem ser concluídos até a próxima semana. Cerca de mil pessoas estão incluídas nesta etapa.
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“Esses valores já estão sendo repassados aos credores. E a gente vai finalizar os pagamentos até a próxima semana”, afirmou o advogado.
A equipe responsável pelo pagamento também está conferindo os dados bancários dos beneficiários antes de concluir os depósitos. “A nossa preocupação maior é que o recurso financeiro seja aportado diretamente para o credor”, explicou.
Terceiro rateio pode ser seguido por nova parcela
Apesar do pagamento atual, o terceiro rateio não deve representar o fim da distribuição de recursos. De acordo com Colle, ainda há valores de leilões que poderão resultar em uma quarta parcela no próximo ano.
“Eu acho que ainda tem uma pequena sobra de leilão que ainda vai entrar. Vai rolar uma quarta parcela, mas isso é lá para o ano que vem, quando finalizar o pagamento dos leilões”, disse.
A expectativa nesta etapa é:
- Cerca de R$ 3,5 milhões distribuídos
- Aproximadamente mil credores contemplados
- Pagamentos concluídos até a próxima semana
- Possibilidade de um quarto rateio em 2027
Mesmo com os rateios, os valores disponíveis atualmente não são suficientes para quitar integralmente os créditos de todos os trabalhadores e demais credores.
Ação judicial busca recuperar recursos
Além dos valores obtidos nos leilões, a massa falida também ingressou com uma ação judicial contra uma grande empresa de Criciúma. O processo tramita em sigilo e, segundo o advogado, envolve suspeitas de transferência de patrimônio.
“A gente detectou algumas fraudes, que foram investigadas por escritórios especializados”, afirmou Colle.
Segundo ele, a medida foi adotada para tentar recuperar valores que poderiam integrar o patrimônio da massa falida e, posteriormente, beneficiar os credores.
“Não sabemos se vamos ganhar a ação ou não, mas é uma estratégia jurídica que adotamos com o objetivo de buscar recurso financeiro em favor dos credores da massa falida”, explicou.
Caso a ação tenha resultado favorável, os recursos recuperados poderão aumentar o valor destinado aos credores. Por enquanto, porém, não há garantia de que o processo terá decisão favorável nem previsão para eventual pagamento.
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