A cota extra para a pesca artesanal da tainha por arrasto de praia pode ser ampliada também para o Sul de Santa Catarina. Há otimismo na classe política em torno da portaria que será publicada pelo Governo Federal, já que a medida foi anunciada inicialmente apenas para o Litoral Norte.
Enquanto a portaria não é publicada, a pesca segue proibida em todo o litoral, conforme o comunicado do Ministério da Pesca e Aquicultura, publicado no último domingo (7). Em entrevista ao portal 4oito, a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), avaliou a reunião, na tarde desta quarta-feira (10), da Comissão de Pesca e Aquicultura da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) com representantes do setor e do Governo Federal.
"Tivemos a oportunidade de mostrar dados que convergem para que tenhamos a possibilidade de liberar para as duas regiões. Estamos só aguardando a publicação da portaria", relata Paulinha. Questionada se a portaria beneficiará o Sul, ela foi pontual: “Vai sim”, declarou.
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Cota extra foi anunciada inicialmente para o Norte
Na terça-feira (9), o ministério anunciou que a pesca artesanal da tainha por arrasto de praia seria retomada apenas na região Norte de Santa Catarina. O Governo Federal permitiu a liberação de uma cota adicional para a modalidade após o limite da safra ter sido atingido antes do previsto, entretanto o tamanho da cota será divulgado na portaria.
A possibilidade de ampliar a medida também para o Sul surgiu após articulações envolvendo representantes da pesca, parlamentares e autoridades federais. Na tarde de hoje, a suspensão foi pauta da reunião da Comissão de Pesca e Aquicultura da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).
“Estamos apenas há cerca de 40 dias da safra e muitos pescadores estão vendo os cardumes passarem sem pode pescar. Isso mexe com a economia, com a cultura e com a cultura das comunidades pesqueiras,” afirmou o presidente da comissão, deputado José Milton Scheffer (PP), que é do Sul do estado.
A diretora do Ministério da Pesca, Adaysi Bossolani, destacou que a tainha é uma das poucas espécies capturadas durante o período reprodutivo, o que exige maior controle. “O fato de haver muitos cardumes visíveis não significa necessariamente que o estoque esteja saudável. A espécie continua em situação de sobrepesca e, se não houver controle, existe o risco futuro de moratória total da atividade”, explicou.
Ela afirmou ainda que o governo federal trabalha em uma nova portaria para ampliar a cota da pesca artesanal de arrasto de praia, mas ressaltou que a atividade segue suspensa até a publicação oficial da norma. “O aumento já está sendo discutido, mas ainda não podemos informar os detalhes porque a portaria está em construção conjunta entre o Ministério da Pesca e o Ministério do Meio Ambiente”, disse.
retomada na região Norte de Santa Catarina. O Governo Federal permitiu a liberação de uma cota adicional para a modalidade após o limite da safra ter sido atingido antes do previsto. A possibilidade de ampliar a medida também para o Sul surgiu após articulações envolvendo representantes da pesca, parlamentares e autoridades federais.
Safra foi encerrada após atingir limite
A pesca por arrasto de praia foi interrompida no último domingo (7) após alcançar 90% da cota de 1.332 toneladas destinada a Santa Catarina. Até o fechamento da modalidade, foram registradas 1.212 toneladas capturadas. Mesmo com um aumento de 20% nas cotas para a safra de 2026, o forte volume de captura fez com que o limite fosse atingido rapidamente.
Atualmente, cerca de 400 canoas participam da atividade em Santa Catarina, beneficiando aproximadamente duas mil famílias que dependem diretamente da pesca artesanal para geração de renda. As demais modalidades de pesca da tainha permanecem autorizadas.
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