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Deputado confirma cota extra e pesca da tainha será retomada em Santa Catarina

Governo federal prepara remanejamento após modalidade atingir 90% da cota autorizada

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 09/06/2026 - 17:48 Atualizado há meio minuto
Forte volume de captura fez com que o limite da safra fosse alcançado antes do previsto | Foto: Divulgação/4oito
Forte volume de captura fez com que o limite da safra fosse alcançado antes do previsto | Foto: Divulgação/4oito

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A pesca artesanal da tainha será retomada em Santa Catarina. O Governo Federal prepara o anúncio de uma cota extra para a modalidade de arrasto de praia após o limite da safra ser atingido antes do previsto.

A informação foi confirmada pelo deputado estadual Fabiano da Luz (PT)após reunião com representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura. Segundo ele, o volume adicional está sendo definido em Brasília e deve ser divulgado ainda nesta terça-feira (9).

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A medida busca atender regiões que ainda não tiveram participação significativa na safra e dependem da atividade, considerada uma das principais tradições do litoral catarinense.

Modalidade foi suspensa após atingir 90% da cota autorizada para a safra de 2026 | Foto: Secom/Divulgação/4oito

Safra foi encerrada após atingir limite

A pesca por arrasto de praia foi interrompida no último domingo (07) após alcançar 90% da cota de 1.332 toneladas destinada a Santa Catarina. Até o fechamento da modalidade, foram registradas 1.212 toneladas capturadas.

Mesmo com um aumento de 20% nas cotas para 2026, a safra teve forte volume de captura e o limite foi alcançado rapidamente.

  • Cerca de 400 canoas participam da atividade em Santa Catarina;

  • Aproximadamente duas mil famílias dependem diretamente da pesca artesanal;

  • As demais modalidades de pesca da tainha seguem autorizadas.

Setor aguardava solução

Pescadores e lideranças do setor vinham pressionando por uma alternativa desde o anúncio do encerramento da modalidade. A avaliação é de que ainda há grande quantidade de cardumes no litoral catarinense, especialmente na região Sul do Estado.

A possibilidade de uma cota extra surgiu após negociações entre o governo federal, representantes da pesca e autoridades catarinenses. O objetivo é permitir a continuidade da atividade em municípios que ainda não haviam sido contemplados pela safra.

O remanejamento das cotas está em fase final de análise pelo governo federal. A expectativa é que a definição permita a retomada da pesca sem comprometer o limite global de captura estabelecido para a safra deste ano.

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