Moradores do Pinheirinho, em Criciúma, cobram respostas diante dos problemas relacionados à segurança pública e ao alto número de pessoas em situação de rua que circulam pelo bairro. A Prefeitura de Criciúma contrapõe afirmando que as ações precisam acontecer dentro da legalidade e com responsabilidade.
Dados do Ministério Público (MPSC) apontam que o número de pessoas em situação de rua aumentou 339% no município, entre 2021 e 2024. Na última semana, a Prefeitura de Criciúma promoveu a internações involuntária de dependentes químicos que vivem em situação de rua. A ação é lembrada pela secretária de Assistência Social de Criciúma, Dudi Sônego, como uma das medidas de enfrentamento ao problema, entrentanto, faz ressalvas:
“Há casos crônicos em que, mesmo após o tratamento, a pessoa não tem para onde voltar, devido ao rompimento de vínculos familiares e sociais”, destacou.
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Outra parte da solução para resolver o problema citado pela secretária é a Central do Recomeço, prevista para ser implantada no bairro Capão Bonito. O espaço é planejado para concentrar acolhimento, capacitação profissional e encaminhamento ao trabalho.
A previsão é de que a unidade esteja pronta entre outubro e novembro, com os serviços funcionando de forma integrada. “Trabalhamos com dados e analisamos cada situação com responsabilidade. Precisamos desse espaço para melhorar a cidade e oferecer novas oportunidades para essas pessoas”, concluiu.
Dados do MP preocupam
Dados levantados pela 5ª Promotoria de Justiça de Criciúma apontam que o número de pessoas em situação de rua aumentou 339% entre 2021 e 2024, o que tem ampliado a preocupação de moradores do bairro Pinheirinho, que prometem realizar nova manifestação nesta terça-feira.
Além disso, o Ministério Público expediu uma recomendação para que a Prefeitura de Criciúma realize um diagnóstico detalhado dos moradores de rua em toda a cidade. Os pontos a serem levantados são:
- Quantas pessoas estão em situação de rua e onde estão;
- perfil dessas pessoas, como idade, escolaridade e origem;
- se possuem deficiência;
- locais de maior concentração de população em situação de rua;
- acesso a benefícios sociais;
- registros de violência;
- motivos que levaram à situação de rua;
- quais serviços públicos existem hoje para atendê-las.
"Tudo isso a gente tem, vamos agora formalizar para poder entregar ao Ministério Público, mas é algo que a gente vem trabalhando", pontuou a secretária.
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