O arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha não encerrou os questionamentos do deputado estadual Mário Motta sobre o caso. Em entrevista à Rádio Som Maior, o deputado estadual voltou a explicar a tentativa de criar uma CPI na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para esclarecer pontos da investigação que, na avaliação dele, ainda não estavam devidamente esclarecidos.
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Motta citou a sequência da investigação, desde as primeiras informações divulgadas pela Polícia Civil até a atuação da Polícia Científica e o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público. Para o deputado, a diferença entre essas etapas levantou questionamentos que justificavam uma análise mais aprofundada.
Segundo ele, a intenção da CPI não era apontar responsáveis, mas entender como as investigações foram conduzidas e esclarecer as dúvidas que permaneceram após o encerramento do inquérito.
Mário Motta explica por que defendeu a CPI do caso Orelha
O deputado afirmou que a comissão chegou a reunir o número necessário de assinaturas para ser instalada, mas acabou inviabilizada após a retirada de apoios na reta final. Segundo Motta, eram necessárias 14 assinaturas e o requerimento chegou a ter em dado momento 15 assinaturas.
Entre os pontos que ele pretendia analisar estavam:
- A forma como as primeiras informações sobre o caso foram divulgadas;
- A condução da investigação pela Polícia Civil;
- A atuação da Polícia Científica na perícia;
- As novas diligências solicitadas pelo Ministério Público;
- O caminho que levou ao pedido de arquivamento do inquérito.
“Eu queria tirar as dúvidas que continuam permeando a cabeça de quem tem um pouco de bom senso”, afirmou.
Motta também rejeitou a ideia de que a CPI tivesse como objetivo encontrar culpados previamente. “O objetivo da CPI não era uma caça às bruxas, não era apontar dedos e acusar inocentes, e nem defender culpados”, afirmou.
Assinaturas foram retiradas na reta final
O parlamentar relatou que o deputado Gessé Lopes retirou o nome do requerimento e que Rodrigo Minotto também retirou sua assinatura próximo ao fim do prazo. Segundo Motta, Minotto justificou a decisão após conversar com uma promotora e considerar esclarecidas as dúvidas que tinha sobre a investigação.
Com a perda das assinaturas necessárias, a CPI não foi instalada. Motta disse que respeitou a decisão, embora tenha lamentado o desfecho.
Questionado sobre uma nova tentativa, o deputado afirmou que seria possível alterar o foco e apresentar outro requerimento, mas também declarou que considera ter cumprido seu papel na discussão. “Eu acho que cumpri meu papel até onde pude também”, declarou
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