A possível paralisação dos funcionários do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc), em Criciúma, mobilizou a bancada de deputados do Sul catarinense e aumentou a preocupação entre profissionais da saúde e pacientes da região. A greve pode acontecer nesta sexta-feira (29), caso salários e verbas rescisórias não sejam pagos até o meio-dia.
Os trabalhadores notificaram a direção do hospital sobre a possibilidade de paralisação durante o processo de troca da administração da unidade. A partir de 1º de junho, o hospital passará a ser administrado pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, substituindo o Instituto Ideas.
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Diante da situação, a bancada do Sul divulgou uma nota oficial manifestando solidariedade aos servidores e preocupação com o impacto que uma paralisação pode causar no atendimento hospitalar.
“A sociedade do Sul está preocupada, não somente os deputados, mas todos”, afirmou o deputado Rodrigo Minotto.
Bancada cobra solução e teme impacto nos atendimentos
Segundo Rodrigo Minotto, os deputados se reuniram para discutir o caso e entraram em contato diretamente com o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva.
De acordo com o parlamentar, o grupo aguarda uma manifestação da Procuradoria-Geral do Estado para tentar garantir os pagamentos aos trabalhadores e evitar a paralisação dos serviços.
“Vamos aguardar a manifestação da Procuradoria para ver a possibilidade de assegurar os vencimentos dos trabalhadores”, declarou.
Na nota, a bancada também destacou:
- apoio aos profissionais da saúde
- preocupação com os salários e verbas rescisórias
- defesa do diálogo entre hospital, servidores e governo
- compromisso com a manutenção da saúde pública na região
O secretário estadual de Saúde, Diogo Marques, afirmou que o governo acompanha o processo de transição da gestão e disse que a nova entidade já iniciou a contratação das equipes de enfermagem.
Segundo ele, o número de faltas e atestados na unidade diminuiu nos últimos dias, o que foi considerado positivo nesta fase final da mudança administrativa.
Profissionais temem atraso nos pagamentos
O principal receio dos trabalhadores envolve o pagamento dos salários e das verbas rescisórias durante a troca de gestão.
De acordo com Diogo Marques, o medo da categoria é considerado legítimo, principalmente porque parte dos valores costuma ser paga no momento da rescisão contratual.
“O maior medo não é somente a questão da rescisão, mas também do salário”, explicou o secretário.
Além da situação dos funcionários, o médico também alertou para os impactos que uma paralisação pode causar nos atendimentos do hospital, que atualmente possui 45 pacientes internados.
Nota oficial da Bancada do Sul
"A bancada de deputados do Sul manifesta profunda preocupação e solidariedade aos servidores do Hospital Materno Infantil Santa Catarina diante do anúncio da possível paralização das atividades motivada pela falta de pagamento das obrigações salariais.
Reconhecemos a importância fundamental dos profissionais da saúde, que diariamente dedicam seus esforços ao cuidado da população. Entendemos que o diálogo responsável e transparente entre os servidores, a direção hospitalar e o poder público é o caminho necessário para a construção de soluções equilibradas.
A bancada do Sul promoveu contato direto com o secretário de Estado, Diogo Demarchi Silva, solicitando informações acerca dessa situação. O secretário informou que até o final do dia enviará informações concretas sobre o caso.
A Bancada do Sul reitera seu compromisso com a defesa da saúde pública de qualidade, da valorização dos servidores e do fortalecimento das instituições hospitalares da região Sul."
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