Com a chegada do frio, a preocupação com as doenças respiratórias volta a crescer em Criciúma. Enquanto o Hospital São José (HSJ) registra superlotação no pronto-socorro e na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a vacinação contra a gripe segue abaixo da meta no município. Neste ano, sete mortes por doenças respiratórias já foram registradas na cidade.
A campanha de vacinação contra a influenza termina nesta sexta-feira (29), mas os índices ainda preocupam a Secretaria de Saúde. Atualmente, Criciúma tem cobertura vacinal de 50,33% entre os grupos prioritários, bem abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
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Entre os idosos, a cobertura chegou a 52,95%. Já entre as crianças, o índice é de 41,93%, enquanto gestantes atingem 63,04%. Ao todo, mais de 46 mil doses já foram aplicadas na cidade, sendo cerca de 28 mil destinadas aos públicos prioritários. A vacina contra Influenza segue restrita aos grupos prioritários, a liberação para toda a população dependerá de novas diretrizes do Ministério da Saúde.
Vacinação abaixo da meta preocupa autoridades
Em entrevista ao Portal 4oito, o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas, alertou que a baixa procura pela vacina pode impactar diretamente na lotação das unidades de saúde e hospitais, principalmente durante o inverno. "Com o frio, aumentam os casos de doenças respiratórias. A vacina é a principal forma de prevenção para evitar complicações e reduzir a procura por atendimentos nas unidades de saúde", destacou.
A Secretaria de Saúde afirma que vem realizando ações para ampliar a cobertura vacinal, como horários estendidos nas unidades, visitas a pacientes acamados e campanhas nas escolas para incentivar a vacinação infantil.
O cenário também preocupa em Santa Catarina. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, apenas um município catarinense ultrapassou a meta de vacinação contra a gripe. Em contrapartida, 137 cidades registram cobertura inferior a 40%.
“Estamos entrando na fase final da campanha de vacinação contra a influenza e, infelizmente, as coberturas estão muito baixas. É importante reforçar que os grupos prioritários se vacinem o quanto antes. Temos observado um aumento dos casos de influenza no estado, além de hospitalizações e óbitos de crianças e idosos. A vacina é fundamental para reduzir os casos graves. Quanto antes as pessoas se vacinarem, mais cedo estarão protegidas”, destacou João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive).
Em 2026, Santa Catarina já contabiliza:
- 600 hospitalizações por influenza
- 125 internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
- 50 mortes relacionadas à doença
A vacina contra a gripe segue disponível gratuitamente nas unidades de saúde de Criciúma e região.
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