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Ana Campagnolo se coloca à disposição para presidir a Alesc e admite futuro em chapa majoritária

Deputada diz que escolha depende de apoio de Jorginho Mello e de articulação entre os parlamentares

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 06/10/2026 - 09:44 Atualizado há 8 segundos
Ana Campagnolo foi reeleita deputada estadual com 387.523 votos em Santa Catarina | Foto: Agência AL/Divulgação
Ana Campagnolo foi reeleita deputada estadual com 387.523 votos em Santa Catarina | Foto: Agência AL/Divulgação

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Reeleita deputada estadual com 387.523 votos, a maior votação para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Ana Campagnolo (PL) se colocou à disposição para presidir a Casa e manifestou interesse em integrar uma futura chapa majoritária do partido.

A deputada afirmou que a disputa pelo comando da Alesc depende do apoio do governador Jorginho Mello e de articulação entre os parlamentares. Ao avaliar o resultado das urnas, que superou as expectativas da própria campanha, Ana agradeceu à equipe e aos apoiadores pela mobilização.

“Primeiramente, agradecer a Deus, né? Toda a minha equipe, assessores, todos os vereadores que estiveram conosco, quase 70 vereadores, os 300 ativistas conservadores que estiveram conosco e os nossos 4 mil embaixadores, que se inscreveram para receber material e levar de porta em porta. E sem eles esse resultado seria impossível”, agradeceu.

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A deputada também comemorou o desempenho do governador Jorginho Mello (PL), reeleito no primeiro turno. Segundo Ana, a expectativa dentro da campanha era de cerca de 55% dos votos, mas o governador chegou perto dos 70%.

Reeleita, Ana Campagnolo admite que presidir a Assembleia Legislativa seria uma honra | Foto: Rodrigo Corrêa/Agência Alesc

“A gente está feliz com isso. Foi uma votação muito expressiva, muito maior do que a gente esperava, e isso mostra a força do nosso grupo político em Santa Catarina”, declarou.

Ana Campagnolo admite sonho de presidir a Assembleia

Com 16 deputados eleitos pelo PL, Ana Campagnolo vê espaço para o partido disputar o comando da Assembleia Legislativa. Questionada sobre a possibilidade de assumir a presidência, ela admitiu que gostaria do cargo, mas ressaltou que a escolha depende de uma construção política entre os parlamentares.

“Se o Jorginho me quiser, se os meus 16 colegas me quiserem, certamente seria uma honra presidir a Assembleia Legislativa. Eu tenho certeza que seria o laureamento desse resultado na urna, mas não é assim que funciona. Não é porque o eleitor nos escolheu que os pares nos escolhem, é preciso muito mais do que isso”, afirmou.
 


A deputada também destacou o significado de uma eventual chegada ao comando da Casa. Caso seja escolhida, Ana seria a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

  • 387.523 votos recebidos por Ana Campagnolo

  • 16 deputados eleitos pelo PL para a Assembleia

  • Quase 70 vereadores participaram da campanha

  • Cerca de 300 ativistas conservadores apoiaram a candidatura

  • Aproximadamente 4 mil voluntários atuaram na mobilização

Futuro político

Sobre os próximos passos, Ana afirmou que pretende continuar participando das decisões do PL e demonstrou interesse em integrar uma futura chapa majoritária. Ela, porém, disse que o cenário ainda depende das decisões do governador Jorginho Mello e da direção partidária.

“Eu quero estar na chapa majoritária do meu partido. Agora, o Jorginho é o presidente do partido, é o governador do Estado e eu não sei se ele vai voltar para o Senado. Se ele estiver no PL, certamente terá o meu apoio”, disse.

Deputada Ana Campagnolo falou sobre o resultado das urnas e os próximos passos políticos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Apesar das possibilidades para o futuro, Ana afirmou que não pretende deixar a Assembleia por vontade própria. Segundo ela, uma eventual candidatura à Câmara dos Deputados poderia ocorrer caso seja uma decisão do grupo político que a acompanha.

“Se dependesse de mim, não sairia da Assembleia Legislativa nunca. Mas eu tenho que pensar também naqueles vereadores que estão comigo, que querem ser deputados estaduais. Se a equipe entender que é o momento de eu ir para Brasília, por lealdade a eles, eu posso fazer isso”, afirmou.

Sobre uma eventual saída do PL, a deputada disse que, neste momento, não trabalha com essa possibilidade.

“Não. A princípio, não. Sou muito leal ao governador e recebi muito carinho. O Valdemar também sempre foi muito correto comigo, manteve meu número, 22222, e eu reconheço isso”, declarou.

Ana também afirmou que poderá rever sua posição caso entenda que não está sendo valorizada dentro da legenda.

“Se em qualquer momento eu sentir que não estou sendo valorizada e que meu eleitor está sendo desprezado, vou pensar em algo que esteja à altura da confiança dos catarinenses”, afirmou.

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