O setor cerâmico vem enfrentando dificuldades, principalmente em relação ao custo de produção. O problema impacta toda a cadeia produtiva e vem se materializando em uma redução no polo industrial catarinense, que já teve inclusive plantas inativadas nos últimos três anos.
Um dos grandes problemas está na tarifa de distribuição de gás natural, mais alta do que a praticada em outros polos do país.
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Contrato e impacto nos custos
De acordo com o diretor do Sindicato das Indústrias de Cerâmica de Criciúma e Região (Sindiceram) e presidente da Câmara de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Manfredo Gouvêa Júnior, o atual contrato de concessão do Estado é um dos principais responsáveis pelo alto custo.
“Nós não defendemos, nem nunca defendemos, a ruptura contratual unilateral, o que defendemos há muito tempo é a necessidade de rediscutir esse contrato, buscando o equilíbrio e preservando a competitividade de se produzir no estado. Hoje, o contrato com a SCGás está desequilibrado”, afirma.
Impactos e soluções para o setor
Segundo ele, o objetivo é buscar o reequilíbrio contratual entre as partes. Para isso, entidades como o Sindiceram, a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) e a própria Fiesc vêm chamando a atenção das autoridades responsáveis pelo processo de desindustrialização que está em curso na região.
“Todas essas entidades estão prontas para sentar à mesa e discutir o que for necessário. O custo do gás, a logística, os entraves portuários e as dificuldades no transporte rodoviário são pontos que precisam ser revistos”, destaca.
Outro fator que impacta o setor é a distância de Santa Catarina do principal polo de consumo do país, localizado a cerca de mil quilômetros. Atualmente, o estado responde por, no máximo, 15% da produção nacional. Para o sindicato, o tema exige urgência diante do acúmulo de dificuldades enfrentadas pelo setor e a avaliação é de que a cadeia produtiva precisa ser vista de forma estratégica.
“Não há soluções prontas ou simples, mas é fundamental criar uma comissão para discutir alternativas e evitar novas perdas para o setor e é preciso ter senso de urgência", conclui.
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