O primeiro dia de greve dos professores da rede municipal de Criciúma registrou adesão de 90% da categoria, segundo o sindicato. A paralisação começou nesta terça-feira (12).
O objetivo do movimento é o cumprimento do piso salarial do magistério público e melhores condições de trabalho. Em balanço inicial, o sindicato afirma que a paralisação pode se ampliar ainda mais nos próximos dias.
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O presidente do sindicato dos professores, José Argente Filho, afirma que a categoria está organizada e sem proposta oficial por parte do poder público para avaliação em assembleia.Segundo ele, a categoria aguarda uma posição das autoridades responsáveis pela gestão da educação, mas critica a condução das negociações.
“Estamos muito organizados, o pessoal está muito preparado para continuar a greve, já que não nos apresentaram nenhuma proposta para levar para uma assembleia. Nós estamos esperando que o gestor olhe essa categoria com mais carinho, que dê mais valor para essa gente que trabalha com muita dificuldade. Em vez de ameaçar, isso não é coisa de um bom gestor. Um bom gestor é aquele que considera as pessoas que trabalham com ele”, relata.
Além disso, o sindicato afirma que, antes da paralisação oficial, houve tentativas de acordo e também houve tempo para negociações.
“Nós discutimos muito, tivemos muito tempo para discutir, e foram eles que deixaram a situação chegar a esse ponto. Não foi por falta de aviso”, completou José Argente Filho.
Escolas funcionaram parcialmente
De acordo com o sindicato, algumas unidades de educação infantil funcionaram de forma parcial no primeiro dia de greve, como a creche Maria de Assis Góes, no bairro São Luís, além de outra unidade nas proximidades do fórum.
“Amanhã, se não houver nada de diferente, é possível até que os outros 10% também entrem no movimento”, fala o presidente.
A greve segue por tempo indeterminado e depende do avanço das negociações entre o sindicato e o poder público para ser encerrada.
Sindicato rejeita proposta da Afasc e greve é mantida
Durante o período de negociações, a Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) apresentou uma proposta de reajuste salarial de 6,36%, mas a oferta foi rejeitada por unanimidade pelos professores em reunião realizada no Sindicato dos Ceramistas.
De acordo com o presidente do Steersesc, José Argente Filho, a categoria entendeu que as negociações não avançaram de forma suficiente. “Se não houver uma proposta melhor, na terça-feira inicia o movimento de greve”, afirmou.
Segundo o sindicato, cerca de 350 professores participam da paralisação, que ocorre em reivindicação ao pagamento do piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,64 para jornada de 40 horas semanais. Os profissionais alegam que recebem cerca de R$ 3,1 mil, valor considerado abaixo do piso da categoria.
A Afasc, por outro lado, sustenta que o piso nacional é destinado a profissionais concursados e argumenta que a aplicação imediata representaria um aumento de 63% na folha de pagamento, o que seria financeiramente inviável para a instituição.
Afasc tentou derrubar greve na Justiça
A entidade ainda tentou, por meio de ação judicial, evitar a paralisação dos trabalhos nas creches. No entanto, o Tribunal Regional do Trabalho rejeitou o pedido de liminar contra a greve dos professores em decisão assinada na noite desta segunda-feira (11).
A decisão foi proferida pelo juiz Hélio Henrique Garcia Romero.
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