O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou o programa Acesso Seguro, iniciativa voltada à conscientização, à educação digital e à prevenção de riscos na internet. O projeto busca orientar famílias, escolas e profissionais da rede de proteção sobre os perigos do ambiente digital e a segurança de crianças e adolescentes.
A Acaert realiazou uma coletiva para tratar do assunto e esclarecer qual a funcionalidade do programa. A coletiva reuniu a promotora de Justiça Daniela Böck Bandeira, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação (Cije), e o promotor de Justiça Diogo Luiz Deschamps, coordenador do CyberGaeco e coordenador-adjunto do Gaeco.
LEIA MAIS:
- Político é suspeito de pressionar servidor a pagar suas contas pessoais em SC
- 'Veneno Maromba': PF faz buscas em SC contra venda de anabolizantes ilegais pela internet
- Grupo ligado ao PCC e ao PGC é alvo da PF em SC por suspeita de torturas e homicídios
Durante a conversa, o representante do MPSC explicou como criminosos utilizam jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens para se aproximar de crianças e adolescentes.
A coletiva também apresentou orientações sobre como identificar situações de risco, proteger os jovens e denunciar casos de violência digital.
Diálogo familiar e orientação são fundamentais
A promotora de Justiça Daniela Böck Bandeira destaca que a prevenção deve começar dentro de casa, com diálogo desde os primeiros contatos das crianças com a internet.
“É importante que, desde o início, os pais conversem com os filhos sobre os riscos do ambiente digital e deixem claro que eles podem contar com a família sempre que algo acontecer. A criança e o adolescente precisam saber que serão acolhidos e que os problemas serão enfrentados juntos”, orienta.
Entre os principais cuidados recomendados estão:
- Conversar com crianças e adolescentes sobre os riscos da internet;
- Orientar sobre contatos com desconhecidos em jogos e redes sociais;
- Incentivar os jovens a contar à família sobre situações suspeitas;
- Preservar mensagens e registros digitais em casos de violência.
Denúncias e preservação de provas
O promotor de Justiça Diogo Luiz Deschamps orienta que, diante de situações de aliciamento ou violência no ambiente digital, os responsáveis procurem uma delegacia de polícia ou a Promotoria de Justiça da comarca.
“A primeira orientação é procurar uma delegacia de polícia para registrar um boletim de ocorrência ou buscar diretamente a Promotoria de Justiça da sua comarca para receber o apoio do Ministério Público. É muito importante preservar as provas digitais”, explica.
Deschamps também alerta que, apesar da reação imediata de bloquear o contato ou apagar as mensagens, é necessário guardar os registros para auxiliar nas investigações.
“Em um primeiro momento, é natural que os pais reajam com raiva ou indignação e queiram apagar as mensagens ou bloquear imediatamente o contato para impedir novas interações. No entanto, é fundamental que esses registros sejam preservados”, afirma.
Segundo o coordenador do CyberGaeco, as mensagens e demais registros das conversas podem ajudar as autoridades a identificar os responsáveis e reunir provas.
O Acesso Seguro integra as ações do MPSC voltadas à proteção de crianças e adolescentes e ao enfrentamento dos crimes praticados no ambiente digital.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!