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Mulher estrangulada com fio de carregador em SC foi vítima de latrocínio, diz polícia

Suspeito confessou ter matado a vítima para roubar objetos eletrônicos

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 04/11/2026 - 16:04 Atualizado há meio minuto
Luana Darella, de 29 anos, foi morta dentro de casa, estrangulada por um fio de carregador | Fotos: Reprodução/Redes sociais e Divulgação/PCSC
Luana Darella, de 29 anos, foi morta dentro de casa, estrangulada por um fio de carregador | Fotos: Reprodução/Redes sociais e Divulgação/PCSC

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A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte de Luana Mendes Darella, de 29 anos, encontrada estrangulada dentro de casa, no bairro Fábio Silva, em Criciúma, no dia 16 de agosto. O caso, inicialmente investigado como possível feminicídio, foi enquadrado pela corporação como latrocínio (roubo seguido de morte). O suspeito, que já havia sido preso em setembro, confessou o crime durante interrogatório, segundo os investigadores.

Conforme a Polícia Civil, o autor afirmou ter utilizado o fio de um carregador de celular para estrangular Luana com o objetivo de roubar objetos eletrônicos da residência. Ele foi indiciado por latrocínio e tráfico de drogas.

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O inquérito foi conduzido pela Delegacia da Mulher e pela Delegacia de Homicídios de Criciúma. Após a conclusão das diligências, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, acompanhado de um pedido de prisão preventiva do investigado.

Suspeito teria ido à residência para entregar drogas

De acordo com a investigação, o homem foi até a casa de Luana durante a madrugada para entregar maconha e cocaína que teriam sido encomendadas por ela.

Ao entrar na residência, segundo a versão apresentada pela Polícia Civil, o suspeito percebeu a existência de objetos de valor comercial e decidiu roubá-los. Para executar o crime, teria estrangulado a vítima com o fio de um carregador de celular, causando sua morte.

Durante o interrogatório realizado após a prisão, o investigado confessou ter cometido o estrangulamento para subtrair os pertences da mulher, além de admitir a prática do tráfico de drogas, conforme informou a corporação.

A Polícia Civil também apontou o envolvimento do suspeito em outro roubo ocorrido no bairro Rio Maina. O comunicado não apresenta detalhes sobre esse segundo caso.

Crime aconteceu em 16 de agosto | Foto: Divulgação/PCSC

Crime chegou a ser investigado como feminicídio

A morte de Luana foi registrada em 16 de agosto, quando seu corpo foi encontrado dentro da residência onde morava com os dois filhos, de quatro meses e sete anos. Inicialmente, o caso foi tratado como possível feminicídio, considerando informações sobre o término recente de um relacionamento da vítima.

Com o avanço das investigações, porém, a Polícia Civil identificou elementos que apontavam para uma motivação patrimonial. A hipótese de latrocínio ganhou força após a prisão do suspeito, em 8 de setembro, quando os policiais encontraram objetos pertencentes à vítima em sua posse.

Na ocasião, o homem foi localizado no bairro Boa Vista, em Criciúma. As investigações também contaram com imagens de câmeras de segurança, que ajudaram a reconstruir o trajeto percorrido pelo suspeito.

Agora, com a conclusão do inquérito e a análise dos laudos periciais, a Polícia Civil formalizou o indiciamento por latrocínio e tráfico de drogas.

Polícia pede prisão preventiva do investigado

Após reunir os depoimentos, os resultados das perícias e outros elementos da investigação, a Polícia Civil encaminhou o procedimento concluído ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

A autoridade policial também representou pela decretação da prisão preventiva do suspeito.

A próxima etapa envolve a análise do material pelo Ministério Público, que poderá apresentar denúncia à Justiça.

O indiciamento representa a conclusão da investigação policial, mas não equivale a uma condenação criminal.

Investigado foi preso em setembro | Foto: Divulgação/PCSC

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