A Polícia Federal (PF) cumpriu cinco mandados em Santa Catarina durante a Operação IFRIT, deflagrada nesta quarta-feira (4) para combater uma organização criminosa ultraviolenta ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
As ações no estado ocorreram em Florianópolis, com três mandados, e São José, com outros dois. A operação também foi realizada em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia, em conjunto com a Receita Federal.
LEIA MAIS:
- Investigado por estupro de vulnerável é preso em Laguna
- Quatro mortes e 120 acidentes: o balanço do feriado nas rodovias federais de SC
- Suspeita de venda de cargos públicos leva Gaeco a cumprir mandados em três cidades de SC
Ao todo, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária.
A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis de suas funções e a instalação de três medidas de monitoramento eletrônico.
Operação IFRIT investiga tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas.
O grupo teria participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
A organização é investigada por crimes como tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, atentados e homicídios. Conforme a PF, o grupo utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar rivais.
Atuação na fronteira
As investigações apontam que a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O grupo também teria ramificações em outros estados brasileiros.
De acordo com a Polícia Federal, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os produtos abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais de tráfico de drogas destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!