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Grupo ligado ao PCC e ao PGC é alvo da PF em SC por suspeita de torturas e homicídios

Investigação apura tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos ligados ao PCC e PGC

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 04/11/2026 - 11:23 Atualizado há quase um minuto
Polícia Federal deflagrou a Operação IFRIT nesta quarta-feira (4) | Foto: Divulgação/PF
Polícia Federal deflagrou a Operação IFRIT nesta quarta-feira (4) | Foto: Divulgação/PF

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A Polícia Federal (PF) cumpriu cinco mandados em Santa Catarina durante a Operação IFRIT, deflagrada nesta quarta-feira (4) para combater uma organização criminosa ultraviolenta ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

As ações no estado ocorreram em Florianópolis, com três mandados, e São José, com outros dois. A operação também foi realizada em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia, em conjunto com a Receita Federal.

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Ao todo, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão, sendo 25 preventivas e uma temporária.

A Justiça também determinou o afastamento de três policiais civis de suas funções e a instalação de três medidas de monitoramento eletrônico.

Operação IFRIT investiga tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas.

O grupo teria participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.

A organização é investigada por crimes como tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, atentados e homicídios. Conforme a PF, o grupo utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar rivais.

Operação da PF cumpriu cinco mandados em Florianópolis e São José | Foto: Divulgação/PF

Atuação na fronteira

As investigações apontam que a organização atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O grupo também teria ramificações em outros estados brasileiros.

De acordo com a Polícia Federal, drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os produtos abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais de tráfico de drogas destinadas à Europa, especialmente Espanha e Portugal.

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