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Luz! Nem que seja nos cabelos.

Grayce Guglielmi Balod
Por Grayce Guglielmi Balod 23/10/2018 - 17:09Atualizado em 23/10/2018 - 17:21

Querida leitora
É de nossa inteira responsabilidade iluminar os trechos de escuridão de nossas caminhadas.
Temos os nossos momentos. 
Momentos bons e ruins. Momentos muito bons e muito ruins.
Me refiro a momentos exclusivamente nossos. 
Vividos sozinha. Testemunhados somente por Deus.
Precisamos aprender a vivenciar os bons e maus momentos sem deixar que eles comprometam o andamento das nossas vidas.
Mas não é fácil administrar bem a intensidade dos momentos muito bons e dos momentos muito ruins.
São situações em que nos sentimos jogadas a extremos, sem controle das nossas emoções, ao sabor do vento. Do vendaval, eu diria.
Precisamos aprender a nos proteger. 
Enxergar onde podemos nos agarrar, do que e como devemos desviar, quando devemos fechar os olhos, tapar os ouvidos e calar a voz.
E aprender a dialogar com nós mesmas no meio destes vendavais.
- O que eu posso fazer por mim agora?
Perguntar. Responder. E fazer. 
E, o que quer que  façamos, sempre ajuda. 
Então iluminamos a escuridão da tempestade.

É típico de nós, mulheres, ficar feliz por muito pouco. 
E infeliz por muito pouco também.
Pequenos gestos, perdidos na imensidão das interações humanas diárias, não nos passam despercebidos.
Nos alegramos por coisas que ninguém mais vê e nos entristecemos por coisas que só nós enxergamos também.
Lembro sempre de algo que li: "A arte de ser sábio é saber o que ignorar."
Para nós é complicado pois nascemos dotadas da capacidade de ver o invisível - ou adquirimos esta capacidade ao longo de nossas vidas.
E, no invisível, há o bem e o mal. Há anjos e demônios.
É um dom. E se nos descuidarmos, pode ser um castigo.
Querida leitora, nosso chão é a corda bamba e precisamos, necessariamente, desenvolver o equilíbrio para podermos caminhar.
Sabedoria para nós não é um luxo, é uma necessidade.
Sabedoria é a luz que nos guia.
Por que saliento a importância de iluminarmos nossas vidas?
Porque nós que sentimos tanto temos um ego bastante inflado!
Oscilamos entre a satisfação por recebermos a valorização que merecemos e a insatisfação por estarmos sendo injustiçadas.
E o mundo, de fato, não gira ao nosso redor.
Mas, as vezes, esquecemos disso.
O egocentrismo nos faz andar em círculos.
Nós somos egocêntricas quando somos ingratas.
Percebam como o ego se encolhe quando a gratidão cresce.
Deveríamos viver em estado de gratidão.
Fizemos coisas erradas das quais nos arrependemos pois, mesmo sabendo-as erradas, nós as fizemos. E fomos perdoadas.
Fomos acolhidas no nosso desespero.
Fomos agraciadas com a companhia de almas que nós mesmas teriamos escolhido para viverem ao nosso lado.
Tivemos novas chances depois de tê-las desperdiçado.
Vemos milagres todos os dias. Só não vê quem não quer!
Compreenda os sinais e saiba para onde ir!
Em mais de uma circunstância fomos salvas.
Nossas preces, hoje, devem ser somente de gratidão e perdão.
Gratidão é não insistir com o que nos tira o equilíbrio. Seja bom ou mau, maravilhoso ou horrível o momento.
Gratidão é parar de cultivar incomodações.
Gratidão é saber que não perdemos o que nunca tivemos. Não mantemos o que não é nosso.
Gratidão é luz!

Busque a luz querida leitora!
Entenda luz como desejar.
Converse consigo no meio dos vendavais.
Pergunte. Responda. E faça.
Durma, tome um banho, ajude alguém. Lave a louça, se só houver isso para fazer.
Ou saia caminhando.
Pare em frente a um cinema e olhe os filmes em cartaz. 
Continue caminhando e pare novamente, em frente a um salão de beleza talvez... 
Entre, faça luzes no cabelo.
Saia iluminada.
Talvez você perceba que estava faltando LUZ nos seus cabelos. 
Tudo bem não ter percebido antes.
Seja grata por ter descoberto.
No final, o momento que era muito ruim, iluminou seu cabelo, sua cabeça e seu coração.
Luz, querida leitora, nem que seja nos cabelos!

4oito

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