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Lições dos períodos em que nada acontece

Grayce Guglielmi Balod
Por Grayce Guglielmi Balod 08/05/2019 - 17:05Atualizado em 08/05/2019 - 17:20

Está tudo bem.

Ou melhor, você está bem.

A vida continua acontecendo e nem tudo é do jeito que você quer. Mas você não está frustrado. Não está triste. Não está revoltado.

Não é que você não se importe. Você se importa numa medida que não o afeta negativamente. 

Passou a pensar sobre o que pode fazer para mudar o que incomoda.

Percebeu que muitas vezes nada pode fazer a respeito de certas coisas.

Parece que experimentou uma certa paz de espírito, embora a sensação seja a de se aconchegar para dormir um sono atrasado.

Sente-se bem a ponto de ajudar quem precisa. Estou aqui, é só chamar - você diz.

Não pode afirmar que sairia por aí procurando problemas para resolver, causas para se engajar, ideais pelos quais lutar. Mas reafirma para si mesmo que está pronto, caso seja chamado. Faz analogia com uma ambulância; assim como ela, não vai sair por aí em alta velocidade e com a sirene ligada sem que tenha sido solicitado. 

 

Também não está muito alegre, feliz ou animado. Nenhum evento à vista para o qual precise posar de eufórico e empolgado.

Há coisas, porém, que lhe deixam bem.

Possivelmente chame a atenção por demonstrar uma serenidade a qual julgam que não lhe pertence. Mas julgamentos não lhe incomodam. Causar impressões é o que menos interessa. Você está realmente sereno agora. Tanto que não lhe importa como você estará depois.

Tudo o que você tem é o agora e as turbulências do seu agora não lhe roubam a serenidade. 

 

Depois de tanto tempo você se sente novamente voltado para fora, para a vida, para o outro mas completamente seguro dentro de si mesmo.

Se dá conta de que viver, as vezes, é só respirar.

E para viver intensa e serenamente você deve respirar profundamente.

4oito

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