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Existe Felicidade na Rotina?

Grayce Guglielmi Balod
Por Grayce Guglielmi Balod 15/08/2018 - 20:16Atualizado em 15/08/2018 - 20:17

Felicidade bate à porta.
Há quem não acredite.
Muitos acham que é preciso buscá-la fora de casa, em outra cidade, outro país, outra universidade, outro trabalho, outro relacionamento.
Há quem não acredite que pode encontrar a felicidade em sua casa, em seu trabalho, enfim, em sua rotina.
Andam - quando não correm - de bar em bar, de festa em festa, de cidade em cidade, atrás da tão desejada felicidade.
Mas chega a hora de passar dessa fase.
Até nos aventuraremos por aí, mas buscando emoções - as quais na hora e na dose certa só fazem bem - mas sabendo que isso não tem nada a ver com felicidade .
É clichê, mas somente quando paramos de buscar a felicidade desenfreadamente é que ela nos encontra.
O que não percebemos é que somente ao nos aquietarmos poderemos recebê-la no conforto da nossa sala de estar.
Sim.
Mas para isso precisaremos enfrentar o silêncio.
A solidão.
O encontro com os velhos problemas.
Precisaremos nos deparar, inclusive, com problemas novos e que até então passavam despercebidos.
Sim.
Teremos que olhar para eles.
Pensar sobre eles.
Até, algumas vezes, conversar sobre eles. 
Empenhar-nos em resolvê-los ou aprender a lidar com eles.
Sim.
Aprender a lidar com problemas insolúveis é desagradável.
Todos, nessa hora, temos vontade de sair correndo.
E, frequentemente, saímos, desvairados, fugitivos de nós mesmos.
Consumimos, barganhamos, ostentamos.
Saímos flexionando os mais diferentes verbos na tentativa de esquecer os problemas e encontrar a felicidade, nem que seja a força.
Até que chega a hora de voltar para casa.
A hora em que cessam as buscas. 
Damos por encerrada as tentativas de encontrar a felicidade.
Acreditamos que só nos resta a resignação.
Assistiremos, enlutados, a felicidade dos outros pela televisão e pela internet.
Oficializaremos a morte da nossa própria felicidade.
Sim.
Fazemos isso.
Sem tê-la encontrado, nós a declaramos morta.
E ela, sempre a nos rodear.

Nosso erro é achar que o céu tem de estar azul, o mar transparente, a casa reformada, a família na mais completa harmonia, os amigos nos procurando e os inimigos nos admirando.
A felicidade não precisa de nada disso para chegar.
Mas chega com tudo isso também.
Não precisamos "antes" resolver ou organizar coisa alguma, 
A felicidade não impõe condições.
Coexiste com perdas, faltas e ausências de toda ordem.
A felicidade precisa, apenas, que nós a enxerguemos.

Felicidade é isso: 
Nos deixa em paz.
Nos aceita como somos.
Não pede nada em troca.
Chega sem alarde.
Permanece somente pelo tempo que quisermos.

Aprenda querido leitor, a tempo, que a felicidade nos encontra mais facilmente quando nos aquietamos.
E é tão bom recebê-la que acabaremos vivendo pacificamente para merecer suas visitas.

4oito

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