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O abominável homem das neves - Final (2)

Henrique Packter
Por Henrique Packter 28/10/2020 - 10:31Atualizado em 28/10/2020 - 10:31

Rogério Martorano

As três maiores matérias que  produziu foram pauta do Jornalista Davi Nasser que indicou as séries: O natal de minha infância, Quando eles eram crianças, com 12 grandes personalidades do país e Solteirões famosos. 

Estabeleceu laços de amizade com o presidente JK e Carlos Lacerda, governador do RJ. Deste foi assador oficial em seu sítio de Petrópolis, o sítio do Alecrim, Rocio,  onde preparava pratos típicos da região sul como o carreteiro e entrevero. A casa de campo de Lacerda vizinhava àquela onde moravam Lota de Macedo Soares e a poeta americana Elizabeth Bishop. Lacerda frequentava o círculo de amizades das duas, que eram lacerdistas, embora não se encaixassem no pesado eufemismo que o cronista Antônio Maria usou, as mal-amadas, para satirizar as mulheres de classe média, em geral casadas e católicas, que se voluntariavam às pencas para fazer campanha por Lacerda no RJ.

Antes de se tornar o símbolo máximo da direita ideológica no panorama político da segunda metade do século passado, Carlos Lacerda foi um promissor militante de esquerda no RJ. Não apenas simpatizante do comunismo, como tantos jovens na década de 30 e nas seguintes, mas um ativista precoce que se destacou nas manifestações de rua e logo estaria no centro dos acontecimentos.

Durante o período da ditadura militar, Rogério tinha passe livre das forças armadas, auxiliando muitos jornalistas presos na época. Recebeu diploma de honra militar e medalha Marechal Hermes, maior condecoração do exército. Foi agraciado com o título de cidadão carioca pela Assembleia Legislativa do RJ.

Em 1972 publicou matéria especial sobre Lages,  a capital do papel, reportagem de mais de 30 páginas. Lançada no RJ com a presença do então Prefeito lageano Vidal Ramos.

Escreveu durante dez anos na Gazeta do Povo do Paraná toda quarta-feira, coluna sobre política e economia de SC. Disponibilizou material para Folha de São Paulo, Estadão, Jornal do Brasil e Jornal O Globo.

Residiu em Joinville-SC onde conheceu mulher que renderia histórica reportagem, mas ela se recusava a conceder entrevistas. Tornaram-se amigos e logo ela conta sua história. Chamava-se Fryderica Michailiszm e foi namorada de Adolf Hitler, aos 16 anos de idade. Era sua última matéria no Cruzeiro, último exemplar a circular em 1978. A edição teve repercussão internacional e ainda é exposta em museus pelo mundo.

Turismo

Numa de suas viagens com Chateaubriand voaram sobre a Serra do Rio do Rastro e Coxilha Rica, com destino a POA. Rogério apontou as belas paisagens da Serra Catarinense e seu potencial turístico. Em 1992 procurou os governadores do  RS e de SC e os prefeitos da região. Idealizou a rodovia Caminhos da Neve que integraria dois polos de turismo, Serra Catarinense e Gaúcha. Ideia de repercussão fantástica, a estrada ainda não foi concluída.

O abominável homem das neves

SALIM MIGUEL, de  quem tive o privilégio da amizade, contava-me que a cada inverno Rogério Martorano retornava de São Joaquim para o RJ  sobraçando fotos e cartazes alusivos às nevascas na serra catarinense. Tantas foram as fotos e reportagens que acabou conhecido como o ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES

A SEGUIR: A GUERRA DO PENTE e O PRIMEIRO HOMEM A LAÇAR UM AVIÃO EM PLENO VOO.

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