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Não sei se sei, mas vou

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 26/08/2021 - 18:00

Quantas vezes você já se pegou dizendo não para alguma proposta por não se sentir preparado? Seja de emprego, seja pra um esporte, para tocar numa banda...
Acontece. Não somos bons em tudo, não estamos prontos para qualquer coisa em qualquer área, nem precisamos estar. Mas as vezes, por outro lado, estamos suficientemente prontos e temos medo de ter certeza.
Fui convidado para dar uma palestra sobre algo que, em princípio, estava fora do meu círculo de competência. Eu estudo investimento há anos, acompanho o que acontece na economia, entendo com certa profundidade quase todos os mecanismos do mercado financeiro, mas ainda não tinha me debruçado pra estudar o Open Banking. 

Minha primeira reação foi pensar em responder que não me sentia preparado para apresentar esse tema, mas poderia indicar alguém que conhece bem. Sorte que a conversa estava acontecendo por mensagem de WhatsApp, então pude repensar.

Lembrei de um café que tomei no ano passado com o Mateus De Luca, apresentador do programa Agora Faça, que vai ao ar todos os sábados na Som Maior. Ele me disse que uma das coisas mais desafiadoras que ele fez na carreira foi se comprometer a dar uma aula na SATC sobre "Compensação Financeira pela Extração de recursos Minerais", algo que ele não dominava. Eu fiz o mesmo.

Quem me convidou para esse desafio (que ela mesma não sabia que seria um desafio) foi a professora Roseli Jenoveva, que dá aula de Inovação para os cursos da Faculdade Senac de Criciúma. Dez dias antes de quando seria a palestra, ela me perguntou se eu poderia falar aos alunos do Senac sobre esse novo sistema. O tema da conversa seria “Os impactos do Open Banking no ecossistema de inovação brasileiro”.
Agora imagina a minha situação. Mal entendo dessa nova tecnologia do Banco Central e ela ainda queria que eu analisasse o possível impacto no futuro do setor mais imprevisível que existe. Primeira resposta que minha cabeça formulou foi “Nem a pau, Juvenal!”.

Mas, como disse, não precisava responder naquele instante. Pensei, ponderei e abri o jogo. Falei que não entendia profundamente do assunto, mas adoraria falar aos alunos sobre qualquer assunto relacionado a economia e investimento e, se fosse possível, precisaria de uns dias para estudar. Ela aceitou e eu montei meu plano de preparação. 

Primeira atitude foi marcar uma entrevista (cada um luta com as armas que tem) com a Luana Soratto, amiga minha e componente do Grupo Técnico de Experiência do Usuário do Open Banking (olha a sorte!), pra apresentar aos ouvintes do 60 Minutos, e a mim, os detalhes do novo sistema. Terminada a entrevista, pedi mais algumas informações e materiais para montar a apresentação. 
Com os materiais indicados por ela, as informações da entrevista e uma boa pesquisada em notícias, montei um conjunto de 50 slides, sendo 10 deles com notícias de portais focados em finanças. Afinal de contas, jornalista que sou, montei uma base no meu campinho.

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