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Bill Gates e o "Fator Sorte"

Sim! Mesmo ele merecendo tudo o que construiu, Bill contou com um fator estatístico
Por Arthur Lessa 28/10/2021 - 12:36 Atualizado em 28/10/2021 - 12:38

Hoje Bill Gates completa 66 anos, fundou a Microsoft, espalhou pelo mundo o Windows (base da computação cotidiana mundial há décadas) e é o 4º homem mais rico do mundo (sua pior posição desde 1991).

Ele é, indiscutivelmente, um gênio! Mas sem sorte, provavelmente não teria chegado onde chegou. Uma sucessão de acasos levaram Gates a aprender o que precisava, ver o que o futuro reservava, ter acesso a tecnologias extremamente raras à época, conhecer as pessoas certa (entre elas, a própria mãe) e... permanecer vivo (literalmente).

Essa saga probabilística de Bill Gates é contada no trecho abaixo, que está e um dos primeiros capítulos do livro A Psicologia Financeira, de Morgan Housel

Bill Gates estudou em uma das únicas escolas de ensino médio do mundo que tinha um computador. 

Por si só, a história de como a Lakeside School, nos arredores de Seattle, conseguiu um computador já é notável. 

Bill Dougall, ex-combatente da marinha americana na Segunda Guerra Mundial, se tornou professor de matemática e ciências. “Ele acreditava que, sem experiência no mundo real, ficar apenas lendo livros não serviria para nada. Ele também percebeu que seria preciso saber alguma coisa sobre computadores antes de entrar para a faculdade”, lembrou o falecido cofundador da Microsoft, Paul Allen.

Em 1968, Dougall pediu à associação de mães dos alunos para usar os lucros do brechó que elas organizavam uma vez por ano — cerca de 3 mil dólares — para arrendar um computador Teletype Model 30 conectado a um terminal de mainframe da General Electric, de modo a usar o recurso de time-sharing. “O conceito de time-sharing na informática tinha sido inventado em 1965”, disse Gates mais tarde. “Alguém estava muito bem antenado.” A maioria das instituições de pós-graduação não possuía um computador tão avançado quanto aquele a que Bill Gates teve acesso ainda no ensino médio. E o garoto ficou fascinado.

Gates tinha 13 anos em 1968 quando conheceu Paul Allen, seu colega de turma. Allen também estava obcecado pelo computador da escola, e os dois se deram bem na mesma hora.

O computador da Lakeside não fazia parte do currículo principal, mas de um programa de estudo independente. Bill e Paul podiam brincar com ele à vontade, deixando a criatividade correr solta — depois das aulas, tarde da noite, nos fins de semana. Em pouco tempo, os dois se tornaram especialistas em computação.

Allen contou que se lembra de uma vez em que Gates, durante uma dessas sessões noturnas, mostrou a ele uma edição da revista Fortune e falou: “Como deve ser comandar uma empresa Fortune 500?” Allen respondeu que não fazia ideia. “Talvez algum dia a gente tenha a nossa própria empresa de computadores”, disse Gates. Hoje, a Microsoft vale mais de um trilhão de dólares.

Agora, façamos uma continha rápida.

De acordo com a ONU, havia cerca de 303 milhões de pessoas em idade escolar no mundo em 1968.

Cerca de 18 milhões delas viviam nos Estados Unidos, sendo 270 mil no estado de Washington. Pouco mais de 100 mil delas viviam na área de Seattle. E apenas cerca de trezentas frequentaram a Lakeside School. Começamos com 303 milhões e terminamos com trezentos.

Apenas um em cada um milhão de estudantes em idade escolar frequentou a instituição de ensino médio que tinha a combinação de dinheiro e visão para conseguir um computador. Bill Gates era um deles.

Você já pensou no quanto a sorte tem influenciado na sua vida? Seja para o bem, seja para o mal?

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