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Desconectar para (re)conectar

Como está a sua relação saúde mental x tecnologia x redes sociais?
Ale Koga
Por Ale Koga 03/08/2019 - 21:19Atualizado em 03/08/2019 - 22:27

Faz tempo que não dou as caras por aqui, mea culpa total. O motivo? Precisei me desconectar para (re)conectar. O post de hoje não tem dica de tecnologia ou a última novidade das redes sociais e sim um relato sincero e um alerta bem importante sobre a relação saúde mental x tecnologia x redes sociais. 

Meu trabalho está totalmente relacionado com o uso constante de redes sociais e tecnologia e isso faz com que naturalmente eu queira estar antenada sobre tudo e oferecer sempre o melhor e mais inovador. Descobri a duras penas que é impossível manter-se atualizada sobre tudo que acontece, ser a primeira a saber das últimas mudanças e novidades e tudo que cerca esse mundo, mas mesmo assim, a gente tenta. E se frustra. E adoece sem perceber.

Até quem não trabalha diretamente com isso sofre constantemente essa pressão por ter que saber de tudo da sua área, saber falar bem no Instagram, ter muitos likes em fotos e converter isso em negócios ou popularidade. O que não falta é conteúdo sobre redes sociais e saúde mental. Tanto que o Instagram foi considerado a rede mais nociva da atualidade por conta da sua falsa sensação de vida perfeita e recentemente incluiu o Brasil na lista de países onde o número de curtidas nas fotos fica oculto, sendo visível apenas para o próprio usuário e assim teoricamente tentando diminuir a competição e também a ansiedade e expectativa causada pelos números não alcançados.

Quando olhamos muito para fora, deixamos de olhar para dentro. E em tempos de excesso de informação, onde somos bombardeados por conteúdos e anúncios o tempo todo, nossas bases precisam estar bem sólidas e fortalecidas. Só assim não se perde o rumo e não nos deixamos influenciar pela "blusinha em promoção", "fulana emagreceu X quilos em X dias", "nossa, sushi. quero!", "como queria um relacionamento assim" e tantos outros "quereres" sem propósito ou verdade.

Criamos regras invisíveis e nos aprisionamos nelas sem nos dar conta e infelizmente a maioria de nós só se liberta quando não aguenta mais. Se, assim como eu, chegar a conclusão que algo está "demais" (e não no sentido bom da palavra), deixo aqui algumas dicas que me ajudaram:

• busque ajuda profissional (terapia)
• cerquem-se de pessoas boas e momentos não postáveis
• deixe de seguir quem te causa sentimentos ruins ou gera ansiedade
• tente não se comparar a nada e nem ninguém diga mais "nãos"
• desative o máximo de notificações que puder

E lembre-se: somos únicos e não devemos nos medir com a régua dos outros.

Para finalizar, deixo aqui esse tweet da Bruna Vieira como reflexão final:
 

 

4oito

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