O que era otimismo, agora é alívio. A pesca da tainha por arrasto de praia vai ser liberada também para o Sul de Santa Catarina e os pescadores aguardam apenas a publicação da portaria pelo Governo Federal para voltar ao mar.
A decisão amplia a liberação que inicialmente valeria só para o Litoral Norte e deve garantir a cota extra em todo o litoral catarinense. "Uma notícia boa, uma vitória, pois conseguimos mostrar que somo um, e que a pesca no litoral Norte e Sul terão a mesma cota extra. Isso é fruto da união dos pescadores, de cada manifestação individual", comemorou a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos).
Em entrevista exclusiva ao portal 4oito, Paulinha falou durante a tarde em tom de otimismo após reunião da Comissão de Pesca e Aquicultura da Alesc, realizada com representantes do setor pesqueiro e do Governo Federal. E a expectativa se confirmou com a informação de técnicos do ministério, já durante a noite, de que o Sul também seria contemplado com a cota extra.
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O tamanho da cota e as regras ainda serão detalhadas na portaria, que é aguardada desde domingo pelos pescadores.
Cota extra foi liberada inicialmente só para o Norte de SC
Na terça-feira (9), o Ministério da Pesca informou que a pesca artesanal por arrasto de praia seria retomada exclusivamente no Norte do estado. A medida veio após o atingimento antecipado do limite da safra, o que levou o governo federal a autorizar uma cota adicional para a modalidade. O volume total, no entanto, ainda será definido e divulgado em portaria oficial.
Articulação amplia debate para o Sul
Paulinha avaliou que os dados apresentados em reunião reforçam a necessidade de ampliação da cota extra também para o Sul do estado, além do Norte.
A possibilidade de extensão da medida ao Sul passou a ser discutida após articulações entre representantes do setor pesqueiro, parlamentares e órgãos federais.
O presidente da comissão da pesca na Alesc, deputado José Milton Scheffer (PP), destacou a preocupação dos pescadores com o período da safra. Segundo ele, faltando cerca de 40 dias para o fim da temporada, muitos trabalhadores veem os cardumes passarem sem poder realizar a captura, o que impacta diretamente a economia e a tradição das comunidades pesqueiras do Sul.
Governo federal alerta para controle da espécie
Já a diretora do Ministério da Pesca e Aquicultura, Adaysi Bossolani, afirma que a tainha é uma espécie que exige controle rigoroso por ser capturada durante o período reprodutivo. Ela alertou que a presença de grandes cardumes não significa, necessariamente, um estoque saudável, e que a espécie ainda apresenta situação de sobrepesca, o que pode levar a restrições mais severas no futuro.
Adaysi afirmou ainda que o governo federal trabalha na elaboração de uma nova portaria para ampliar a cota da pesca artesanal de arrasto de praia. No entanto, a atividade segue suspensa até a publicação oficial do documento. Segundo ela, os detalhes ainda estão sendo definidos em conjunto com o Ministério da Pesca e o Ministério do Meio Ambiente.
Atualmente, cerca de 400 canoas atuam na atividade no estado, envolvendo cerca de duas mil famílias que dependem diretamente da pesca artesanal da tainha para sua renda. As demais modalidades de pesca seguem autorizadas normalmente.
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