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Trilhos no Pinheirinho: prefeitura quer elevar linha férrea; FTC aposta em rotunda de locomotiva

Políticos da Amrec argumentam que projeto da concessionária não aliviaria de forma significativa o trânsito urbano

Por Luiza Salvador Criciúma, SC, 16/03/2026 - 16:05
Solução para o cruzamento entre a Avenida Centenário e a linha férrea no Bairro Pinheirinho, em Criciúma, é aguardada há anos | Foto: Reprodução/FTC
Solução para o cruzamento entre a Avenida Centenário e a linha férrea no Bairro Pinheirinho, em Criciúma, é aguardada há anos | Foto: Reprodução/FTC

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A região do Bairro Pinheirinho, em Criciúma, é conhecida pelo engarrafamento da Avenida Centenário em horários de pico, especialmente no fim da tarde. Problema antigo no município, o principal ponto de discussão é a intersecção da malha ferroviária que atravessa a via de uma margem a outra.

A Ferrovia Tereza Cristina (FTC), responsável por 164 quilômetros da malha férrea catarinense em 14 municípios, incluindo a Capital Nacional do Carvão, apresentou uma proposta, em Audiência Pública da Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT), que gerou questionamentos para solucionar o problema.

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Ideias apresentadas até o momento

Por um lado, o governo municipal fala em elevar os trilhos a partir do pátio de manobras, atingindo 7 metros de altura na travessia sobre a Centenário. A ideia é evitar que o trânsito cotidiano seja interrompido pelo escoamento do carvão mineral extraído no Sul do estado.

Imagens iniciais do projeto idealizado pela Prefeitura de Criciúma foram divulgadas no último mês | Imagem: Reprodução/Prefeitura de Criciúma

Já a proposição da FTC é substituir os seis pontos de inversão - estruturas utilizadas para alterar a direção dos trens - existentes na localidade. Uma rotunda de locomotiva seria instalada dentro do pátio da ferrovia de forma que as manobras sejam feitas dentro dessa área.

A justificativa afirma que essa ação reduziria o tempo de espera dos motoristas e contribuiria para reduzir os acidentes envolvendo comboios nesse trecho da Avenida.

Descontentamento regional

O impasse desagradou representantes da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), principalmente vereadores de Criciúma presentes na consulta pública, que avaliaram a proposta da concessionária como ineficaz.

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Eles argumentaram que o projeto da Ferrovia não aliviaria de forma significativa o trânsito urbano do Bairro Pinheirinho. Segundo eles, o impacto do transporte ferroviário – o tempo de espera para a passagem dos trens –, ainda causaria engarrafamento na principal autopista do município.

Martelo não foi batido

A sessão presencial da Audiência Pública foi voltada ao debate sobre a prorrogação antecipada do contrato de concessão da malha ferroviária catarinense. Por isso, a proposta da FTC não foi detalhada aos espectadores. 

Autoridades políticas, representantes de empresas da cadeia produtiva do carvão mineral e demais interessados no tema tiveram três minutos por pessoa para fazer uso da palavra. Nesse sentido, sugestões, críticas e questionamentos foram dirigidos à operadora ferroviária.

ANTT e FTC realizam Audiência Pública em Criciúma sobre o futuro da Ferrovia Tereza Cristina | Foto: Luiza Salvador/Portal 4oito

Em resposta ao portal 4oito, a Ferrovia Tereza Cristina informou que o processo de renovação da concessão prevê medidas para reduzir conflitos com comunidades lindeiras.

A empresa afirma que já mantém conversas iniciais com o município para a realização de estudos que indiquem as soluções mais adequadas. Segundo a concessionária, as propostas ainda passam por análise técnica antes de eventual implementação.

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