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TJSC suspende comissão que processa vereador em Urussanga

"Sou um colono, mas pra bobo não sirvo", afirmou Taliano. "Vamos recorrer", respondeu membro de comissão processante
Por Denis Luciano Urussanga, SC, 13/04/2022 - 13:05 Atualizado em 13/04/2022 - 13:12
Vereador Taliano / Foto: Wilson Adriani / Câmara de Urussanga
Vereador Taliano / Foto: Wilson Adriani / Câmara de Urussanga

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Está suspensa a comissão processante instalada na Câmara de Urussanga para investigar o vereador Rozemar Sebastião, o Taliano (PDT). O parlamento aprovou por maioria, no começo de fevereiro, a instalação de comissões para apurar as condutas de Taliano e dos vereadores Odivaldo Bonetti (PP) e Fabiano De Bona (PSDB), além do prefeito afastado Gustavo Cancelier (PP). 

A suspensão da investigação contra o vereador Taliano foi determinada por medida liminar expedida na manhã desta quarta-feira (13) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e assinada pelo desembargador Diogo Nicolau Pítsica. Mais cedo, a comissão teve sua primeira reunião, na qual foi ouvido o delegado Ulisses Gabriel, responsável pelas investigações da Operação Hera, que culminou, no fim do ano passado, com os afastamentos dos vereadores agora investigados. 

"Essas comissões foram instaladas por quebra de decoro parlamentar", lembrou o vereador Luan Varnier (MDB). "Nosso intuito é colaborar, ser justo e imparcial", frisou, lembrando que a comissão acatou um pedido da defesa do vereador Taliano, de suspender a transmissão da sessão pelo canal da Câmara de Urussanga no YouTube. Agora, os depoimentos que estavam marcados para esta quinta-feira (14) estão suspensos pela decisão liminar. 

"Fomos notificados da suspensão. Vamos recorrer. A comissão é um instrumento legítimo", argumentou Varnier. O recurso para derrubar a liminar e retomar a atuação da comissão será impetrado pela assessoria jurídica da Câmara de Vereadores.

Taliano aliviado

"Tivemos audiência hoje para apresentar a acusação, teria outra amanhã para eu apresentar minhas testemunhas de defesa. Agora foi tudo cancelado pois o juiz deu um canetaço", confirmou o vereador Taliano. "O desembargador entendeu, olhou as acusações. Eu sou um colono, fala de processo comigo eu não entendo nada, mas para bobo a gente não serve", comentou. 

Taliano reiterou que está sendo perseguido por defender o prefeito afastado. "Estou me defendendo. Estou sendo perseguido por defender o Gustavo, falei para o promotor, se me provarem que o Gustavo roubou R$ 1, eu mudo de ideia, mas nada me foi provado, que ele roubou R$ 1", argumentou. "A Justiça já me absolveu quando voltaram de férias, agora ficou na mão da política, é cassação política, o MDB entrou com processo para me cassar", reclamou.

Vereador reconhece erros

Sobre a acusação da qual está sendo alvo no foco da Operação Hera, Taliano reconhece que cometeu irregularidades antes do atual mandato, na condição de secretário de Obras e Agricultura. "A acusação que fizeram contra mim é uma vergonha. Eu nem sei como me defender, a única irregularidade que eu fiz foi que eu mandei uma máquina para um colono abrir um córrego em 2020, eu mandei sim, e mandei também dois caminhões de areão, eu era secretário, antes de ser vereador, alegaram que eu estaria me beneficiando", justificou. "É uma covardia o que estão fazendo, estão querendo me crucificar para cassar o Gustavo", emendou.

O vereador se coloca ao dispor da Justiça para responder pelo que fez enquanto secretário, mas sem prejuízo ao seu mandato na Câmara. "Perante à Justiça, os meus processos continuam, mas garantiram que não terá problema algum. O juiz mandou eu voltar a trabalhar, se eu tiver que pagar o crime ambiental, vou pagar com cesta básica ou algo assim, acho até que seria justo já que cometi esse erro que eu assumo", afirmou.

O vereador lembrou, ainda, do episódio de instalação da comissão, quando teve que se retirar durante uma sessão da Câmara para que o seu suplente votasse. "Fizeram o meu suplente votar para me investigar. Dá para ver que é um golpe político. Me tiraram da votação no momento da votação, eu saí por 5 minutos, o meu suplente assumiu, votou contra mim e eu voltei", registrou. "Dentro da denúncia, constam crimes ambientais e várias práticas que não coadunam com o decoro parlamentar", contrapôs o vereador Luan Varnier. "Mas precisamos analisar de maneira imparcial, para fazer justiça", completou.

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