Ontem, o futebol voltou a mostrar uma ferida que insiste em não cicatrizar. Em Portugal, no Estádio da Luz, mais um episódio lamentável envolvendo Vinícius Júnior.
O jogo era grande. Clima pesado. Arquibancada cheia. O Real Madrid enfrentando o SL Benfica em um dos palcos mais tradicionais da Europa. Vinícius fez o que sabe fazer: decidiu. Golaço. Personalidade. Celebrou dançando. Recebeu cartão amarelo por comemorar seu gol. Uma Piada!
Depois disso, o que é ainda mais grave. Insultos racistas. Chamado de macaco. Vaias ecoando no estádio. E, mais uma vez, a sensação de impunidade. O sistema aplaude isso.
Infelizmente, isso não é episódio isolado. Está virando rotina. E quando algo vira rotina, é porque o sistema está falhando.
Ou o futebol decide punir de forma exemplar, com multas pesadas, perda de mando, exclusão de competições e suspensão severa dos envolvidos… ou vamos continuar assistindo a esse ciclo se repetir.
Agora, pense comigo. Se a situação fosse invertida? Qual seria a reação? Qual seria o peso da punição? A indignação não é sobre clube. Não é sobre rivalidade. É sobre humanidade.
Racismo não é provocação. Não é “calor do jogo”. Não é opinião. É crime. É atraso. É sinal de uma sociedade que ainda precisa evoluir muito. Minha repulsa total a qualquer ato desse tipo.
Força, Vini. Força a todos que já sofreram esse tipo de ataque. Somos todos iguais. E todos que amam esse esporte precisam refletir sobre isso.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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