A temporada da tainha em Santa Catarina começa no dia 01 de maio cercada de expectativa, mas também de desafios para os pescadores. O ex-secretário de Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, afirma que a atividade segue enfrentando entraves, principalmente ligados às regras e à burocracia.
Segundo ele, a criação de cotas para a pesca artesanal impactou diretamente o setor. “É algo que nunca existiu e que vem dificultando cada vez mais a vida do pescador”, disse. Tiago também destaca que há problemas recorrentes na emissão de licenças e no acesso a benefícios, como o seguro defeso.
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Apesar disso, ele reforça a importância da atividade no estado. “A pesca da tainha não mexe só com a economia, mas com a cultura e a identidade do catarinense”, afirmou.
A poucos dias do início da safra, o clima no litoral já é de preparação e expectativa por melhores resultados.
Pesca da tainha começa com expectativa de safra maior
No Balneário Rincão, a presidente da colônia de pescadores, Maria Aparecida da Silva, a Cida, destaca que houve avanço importante para a temporada deste ano, com a ampliação da cota no estado.
“A gente ampliou a cota para 1.300 toneladas na pesca de arrasto de praia, que é a principal aqui na região”, explicou.
Segundo ela, ainda há expectativa de aumento com o possível repasse de sobras de outras modalidades.
Os pescadores já se organizam para o início da atividade, marcado para 01 de maio, enquanto as canoas de pequeno porte entram no mar a partir do dia 15.
- Início da pesca de arrasto de praia em 1º de maio
- Canoas começam a operar em 15 de maio
- Expectativa de safra maior que a anterior
- Cota ampliada para 1.300 toneladas
No ano passado, foram pescadas cerca de 80 toneladas no litoral do Rincão. Para esta temporada, a projeção é superar esse número, impulsionada pelo aumento de embarcações e pelo otimismo dos trabalhadores.
“Os pescadores estão mais empolgados e a gente espera uma safra melhor”, afirmou a presidente, destacando também a regularização de áreas destinadas à atividade, garantindo mais segurança para quem vive da pesca.
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