A pesca da tainha por arrasto vai ser retomada em Santa Catarina, após a flexibilização da cota para os pescadores de todo o estado. No entanto, os profissionais ainda não voltaram ao mar pois ainda dependem da publicação da portaria oficial do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Segundo Jean Ricardo Antunes, superintendente federal da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, a definição deve sair nesta quinta-feira (11) ou sexta-feira (12), após uma reunião que irá tratar os detalhes da medida.
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O superintendente informa que a portaria define o limite da pesca até o dia 31 de dezembro, mesmo depois do encerramento da temporada da safra da tainha, que vive seu auge entre junho e julho. Com o novo limite, ainda não estabelecido, a legislação permite a pesca até o fim do ano, ou até o atingimento da totalidade da cota.
Ele ressalta que a suspensão da atividade, ocorrida no último domingo (7), vale apenas para a modalidade de arrasto de praia. "As outras modalidades ainda seguem em atividade, tanto da pesca artesanal e da pesca industrial. Mas essa modalidade, que é muito presente em Santa Catarina, arrasto de praia, ela atingiu 90% do seu limite", explica, ao Programa Adelor Lessa.
Nova cota será definida em nova portaria
A cota remanejada terá um aumento para o estado de Santa Catarina, mas ainda não foi definida oficialmente. A nova portaria, que vai ser publicada nesta semana, vai estabelecer os novos limites.
Atualmente, a cota é de 1.332 toneladas para SC. Segundo divulgado pelo superintendente, os valores discutidos são para um aumento de 350 a 400 toneladas, podendo ser ainda maiores. "Isso vai ser tratado hoje. Com as lideranças da pesca e também representantes do governo da equipe técnica", confirma.
Pescadores devem voltar ao mar após oficialização
Antunes sugere aos pescadores do estado que retornem às atividades apenas após a oficialização da nova portaria. "É importante a gente ter legitimada essa decisão, que é a publicação no diário oficial. Pode sair nas próximas horas ou, no máximo, até amanhã, que é a nossa expectativa", espera.
Ele adiciona que, mesmo com a limitação aos profissionais, a cota é importante para que futuros pescadores também tenham boas safras. "Manter viva essa tradição, e, portanto, atividade econômica, social e cultural para Santa Catarina", conclui.
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