O diabetes pode se desenvolver de forma silenciosa e a ntes mesmo do diagnóstico, o corpo costuma apresentar sinais sutis que muitas vezes passam despercebidos ou são atribuídos ao estresse, à rotina intensa ou à falta de sono. Segundo a nutricionista Laura Monguilhott Pugen, alguns sintomas iniciais são comuns, mas nem sempre são relacionados a alterações na glicose.
“O cansaço frequente é um sintoma que hoje praticamente todo mundo tem. Quem não está cansado hoje?”, explica a nutricionista. “Muitas vezes relacionamos isso a uma rotina agitada, falta de sono ou alimentação desregulada, mas também pode ser um sinal de diabetes ou de resistência à insulina”, completa.
LEIA MAIS:
- 5 erros que aumentam o risco de infarto sem você perceber
- Conheça 7 sinais que podem indicar início de burnout
Sintomas discretos que podem indicar diabetes:
1. Cansaço frequente
De acordo com a especialista, o cansaço persistente ocorre porque a insulina é responsável por levar a glicose do sangue para dentro das células, onde ela é utilizada como fonte de energia.
“Quando esse mecanismo não funciona corretamente, a glicose permanece no sangue e as células não conseguem produzir energia de forma adequada”, explica Laura.
Sem esse combustível, órgãos importantes como o cérebro e os músculos passam a funcionar com menor disponibilidade energética.
“Mesmo dormindo bem e se alimentando, a pessoa pode sentir cansaço porque as células não estão recebendo a glicose necessária para gerar energia”, acrescenta.
2. Aumento da fome, principalmente por carboidratos
Outro sintoma que pode aparecer é o aumento da fome, especialmente por alimentos ricos em carboidratos. Segundo Laura Monguilhott Pugen, isso acontece porque o organismo interpreta a falta de energia nas células como se o corpo estivesse em jejum.
“Como a glicose não está entrando nas células, o corpo entende que não estamos nos alimentando. Então ele aumenta a fome, principalmente por alimentos ricos em carboidrato, que são fontes rápidas de energia”, afirma.
O problema é que a glicose já está presente no sangue, o que está alterado é o processo de entrada desse açúcar nas células.
“É uma fome que muitas vezes não resolve o problema do cansaço, porque a pessoa já tem glicose no sangue. O que está alterado é o mecanismo dentro do corpo”, explica.
3. Aumento do volume urinário
Outro sintoma que pode surgir de forma discreta é o aumento do volume urinário. Nem sempre a pessoa percebe que está indo ao banheiro mais vezes durante o dia, mas pode notar algumas mudanças, como acordar à noite para urinar ou sentir que a bexiga enche mais rapidamente.
“Às vezes a pessoa começa a acordar à noite para ir ao banheiro, algo que não acontecia antes, ou percebe que a bexiga está enchendo mais rápido”, explica a nutricionista.
Isso ocorre porque níveis elevados de glicose interferem no funcionamento dos rins.
“A glicose impede que o rim reabsorva parte da água do nosso corpo, e essa água acaba sendo eliminada pela urina, aumentando o volume urinário”, diz.
4. Sede constante
Com o aumento da urina, o corpo perde mais líquidos, o que provoca outro sintoma comum, a sede constante. Mesmo assim, muitas pessoas não associam esse sintoma ao diabetes e acreditam que estão apenas bebendo mais água ou consumindo alimentos mais hidratantes.
“Como estamos perdendo água pela urina, o organismo aumenta a sensação de sede para repor esse líquido”, afirma Laura.
Atenção aos sinais do corpo
Para a nutricionista, o grande desafio é que esses sinais costumam ser atribuídos a fatores do cotidiano. Por isso, manter os exames em dia e adotar hábitos saudáveis são medidas importantes para prevenir alterações metabólicas e identificar precocemente possíveis problemas de saúde.
“Cansaço, aumento da fome ou alterações na urina podem estar relacionados a muitas coisas, como deficiência de vitaminas, rotina corrida ou falta de sono. Mas também podem indicar o início do diabetes ou resistência à insulina”, alerta.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!