A inauguração da Serra da Rocinha, na BR-285, nesta sexta-feira (10), representa um novo momento para a mobilidade e o desenvolvimento no Sul de Santa Catarina e na ligação com o Rio Grande do Sul. A obra, aguardada por cerca de uma década, é vista por lideranças locais como estratégica para a economia e o turismo da região.
Durante o programa Adelor Lessa, autoridades destacaram que a conclusão da rodovia foi resultado da articulação entre diferentes lideranças políticas. Prefeitos, deputados e representantes públicos mantiveram diálogo ao longo dos anos, priorizando a execução da obra independentemente de posições partidárias.
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Expectativa de crescimento econômico
Prefeito de Timbé do Sul, Vilmar Mafioletti afirmou que a rodovia atende a uma demanda histórica e deve impulsionar novos investimentos. Apesar de ainda não haver aumento concreto na procura por licenças ou projetos, a expectativa é de crescimento nos setores industrial e turístico.
“Tenho certeza que, a partir do momento que essa obra esteja completa, também do lado do Rio Grande do Sul, vai começar a desenvolver na área da indústria e do turismo, que já está crescendo a cada dia”, disse.
Investimentos já refletem expectativa
Mesmo antes da liberação definitiva, empresários da região já se antecipam ao impacto da obra. Um posto de combustíveis instalado nas proximidades da serra foi projetado considerando o aumento no fluxo de veículos.
Segundo o responsável pelo empreendimento, o movimento já cresce em períodos de liberação parcial, principalmente em feriados. “Quando libera, dá um fluxo muito grande de carros. Já tivemos momentos em que faltou espaço”, relatou.
Ele também destacou a proximidade com destinos turísticos da Serra Gaúcha, como Cambará do Sul e Gramado, com tempo estimado de cerca de duas horas de deslocamento.
Obra realiza sonho de moradores antigos
Para quem acompanhou de perto as dificuldades de acesso ao longo das décadas, a inauguração tem significado pessoal. O gaúcho Ari Alexandre da Silva, de 88 anos, relembrou o período em que percorria a região como tropeiro e enfrentava longas jornadas na serra.
“Era muito dificultoso. O que não levava um dia, hoje se faz em cinco, dez minutos. A gente faz mais distância hoje em minutos do que antes levava horas”, afirmou.
Ele também destacou a realização de um sonho antigo com a pavimentação da rodovia. “Era o meu grande sonho ver essa serra asfaltada. Hoje está sendo inaugurada. Se eu morrer hoje, eu morro feliz”, declarou.
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