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SC aciona Justiça para derrubar cota da tainha

Ação pede a suspensão da cota aplicada à pesca artesanal de arrasto de praia

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 16/06/2026 - 14:10 Atualizado há quase um minuto
Governo de Santa Catarina acionou a Justiça Federal contra a cota da tainha | Foto:Thiago Kaue/SecomGOVSC
Governo de Santa Catarina acionou a Justiça Federal contra a cota da tainha | Foto:Thiago Kaue/SecomGOVSC

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A disputa em torno da pesca da tainha ganhou um novo capítulo em Santa Catarina. O Governo do Estado entrou na Justiça Federal para tentar suspender as cotas impostas à pesca artesanal por arrasto de praia, modalidade tradicional do litoral catarinense.

A ação foi protocolada nessa segunda-feira (15) pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) contra a União. O objetivo é derrubar os limites estabelecidos para a safra de 2026 e garantir que os pescadores possam continuar a atividade sem a restrição aplicada atualmente.

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Segundo o Estado, a regra é injusta porque atinge apenas Santa Catarina. Não há limitação semelhante para a pesca artesanal de arrasto de praia nos demais estados das regiões Sul e Sudeste.

A divisão da cota adicional ficou da seguinte forma:

  • 230 toneladas para o litoral Centro-Norte, abrangendo municípios como Joinville, Itajaí, Navegantes, Penha, Balneário Camboriú, Bombinhas, Porto Belo e São Francisco do Sul.
  • 200 toneladas para o litoral Centro-Sul, contemplando cidades como Florianópolis, Palhoça, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá e Passo de Torres.
Milhares de famílias dependem da pesca da tainha em Santa Catarina | Foto: Secom/Divulgação/4oito

Pesca da tainha mobiliza milhares de famílias

O secretário de Aquicultura e Pesca, Fabiano Müller Silva, afirmou que a cota tem prejudicado pescadores que dependem da atividade para gerar renda.

“Mais um ano tivemos a cota sendo aplicada somente para os nossos pescadores de arrasto de praia aqui em Santa Catarina. Quando o limite é atingido, eles ficam impedidos de trabalhar”, destacou.

A pesca da tainha envolve cerca de 8 mil trabalhadores no estado e foi reconhecida em 2025 como patrimônio cultural imaterial de Santa Catarina. A modalidade é considerada uma das tradições mais antigas das comunidades litorâneas.

Para o procurador-geral do Estado, Marcelo Mendes, a manutenção das cotas gera prejuízos econômicos e culturais. “Não podemos aceitar restrições que penalizam de forma injusta o pescador catarinense”, afirmou.

Safra da tainha foi interrompida após o limite de captura ser atingido | Foto: Divulgação/4oito

Cota encerrou safra antes do previsto

As cotas para a pesca artesanal da tainha começaram a ser aplicadas em 2025. Neste ano, o limite inicial foi fixado em 1.332 toneladas. A marca foi atingida em apenas 38 dias, o que levou ao encerramento da safra em 7 de junho, justamente durante o período de maior passagem dos cardumes pela costa catarinense.

Dias depois, o Governo Federal publicou uma nova portaria ampliando o limite em 430 toneladas, elevando a cota total para 1.762 toneladas e autorizando a retomada da pesca em todo o litoral catarinense.

A divisão da cota adicional ocorreu entre as regiões Norte e Sul do estado, após reivindicações de pescadores e lideranças do setor, que defendiam a continuidade da atividade durante a safra.

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