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Santa Catarina reduz desemprego e lidera ranking nacional em 2026

Estado fechou o trimestre com taxa de 2,1%, contra 5,4% nacional

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 14/08/2026 - 16:47 Atualizado há 16 segundos
Entre janeiro e março, a taxa de desemprego em Santa Catarina era de 2,7%, resultando em uma queda de 0.6% | Foto: Canva/4oito
Entre janeiro e março, a taxa de desemprego em Santa Catarina era de 2,7%, resultando em uma queda de 0.6% | Foto: Canva/4oito

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Santa Catarina encerrou o segundo trimestre de 2026 com a menor taxa de desemprego entre todas os estados do país. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado registrou 2,1% de desocupação entre abril e junho.

O índice catarinense ficou bem abaixo da média nacional, de 5,4%, e também representou uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a taxa de desemprego em Santa Catarina era de 2,7%, o que significa uma redução de 0,6% no período.

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Mato Grosso aparece logo atrás, com 2,2%, seguido por Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Os cinco estados tiveram taxas inferiores a 3%.

Sul aparece entre as regiões com menor desemprego

O desempenho de Santa Catarina acompanha a realidade dos outros estados do Sul. O Paraná registrou taxa de 3,1%, enquanto o Rio Grande do Sul ficou em 4,2%.

Para o analista do IBGE William Kratochwill, diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, o desempenho da atividade econômica e a escolaridade da população.

"Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", afirmou.

No país, a taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre. O indicador recuou em 13 unidades da Federação, enquanto as demais apresentaram estabilidade.

Desemprego de longa duração atinge menor nível da série

Mais de um milhão de brasileiros está há mais de dois anos procurando emprego | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa também aponta uma redução no número de brasileiros que estão há pelo menos dois anos procurando emprego. No segundo trimestre, eram 1,06 milhão de pessoas nessa situação, o menor contingente desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 15,6%.

Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores

Apesar da queda geral do desemprego, o levantamento mostra diferenças entre os grupos da população.

A taxa de desocupação entre os homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, o índice foi de 6,4%. Na divisão por cor, a taxa foi de 4,2% entre pessoas brancas, 6,1% entre pardos e 6,9% entre pretos.

A Pnad Contínua considera como desocupada a pessoa com 14 anos ou mais que estava sem trabalho e havia procurado uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhos com ou sem carteira assinada, temporários e atividades por conta própria.

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