Santa Catarina encerrou o segundo trimestre de 2026 com a menor taxa de desemprego entre todas os estados do país. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado registrou 2,1% de desocupação entre abril e junho.
O índice catarinense ficou bem abaixo da média nacional, de 5,4%, e também representou uma melhora em relação ao primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a taxa de desemprego em Santa Catarina era de 2,7%, o que significa uma redução de 0,6% no período.
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Mato Grosso aparece logo atrás, com 2,2%, seguido por Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Os cinco estados tiveram taxas inferiores a 3%.
Sul aparece entre as regiões com menor desemprego
O desempenho de Santa Catarina acompanha a realidade dos outros estados do Sul. O Paraná registrou taxa de 3,1%, enquanto o Rio Grande do Sul ficou em 4,2%.
Para o analista do IBGE William Kratochwill, diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, o desempenho da atividade econômica e a escolaridade da população.
"Santa Catarina e a região Sul como um todo apresentam níveis muito mais fortes que os estados do Norte e Nordeste", afirmou.
No país, a taxa de desemprego caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo trimestre. O indicador recuou em 13 unidades da Federação, enquanto as demais apresentaram estabilidade.
Desemprego de longa duração atinge menor nível da série
A pesquisa também aponta uma redução no número de brasileiros que estão há pelo menos dois anos procurando emprego. No segundo trimestre, eram 1,06 milhão de pessoas nessa situação, o menor contingente desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 15,6%.
Mulheres e população preta e parda têm taxas maiores
Apesar da queda geral do desemprego, o levantamento mostra diferenças entre os grupos da população.
A taxa de desocupação entre os homens ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Entre as mulheres, o índice foi de 6,4%. Na divisão por cor, a taxa foi de 4,2% entre pessoas brancas, 6,1% entre pardos e 6,9% entre pretos.
A Pnad Contínua considera como desocupada a pessoa com 14 anos ou mais que estava sem trabalho e havia procurado uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhos com ou sem carteira assinada, temporários e atividades por conta própria.
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