Umberto Louzer chegou, treinou, mudou o time, introduziu novas ideias e, logo no primeiro grande teste, funcionou.
O 3 a 0 diante do Avaí, no clássico, vai muito além dos gols. O Criciúma apresentou um novo comportamento. Foi mais organizado, melhor posicionado e, principalmente, teve uma ideia clara de jogo.
As escolhas por Jean Irmer e Nicolas podem se tornar importantes para a sustentação desse novo onze. A formação com dois zagueiros, mantendo Marcinho mais próximo da linha de quatro defensores, parece extrair desses jogadores aquilo que eles têm de melhor.
Mas a grande mudança está no meio-campo.Tão criticado nas últimas partidas, o setor agora ganhou um quinteto formado por Jean Irmer, Ronald, Felipe Matheus, Otero e Jonata Robert. Jogadores que trocam constantemente de posição, dificultando o encaixe da marcação adversária e oferecendo mais possibilidades para a construção do jogo.
É verdade que ainda falta mais ataque ao espaço, mais profundidade e agressividade sem a bola. Mas, em compensação, o Criciúma ganhou qualidade no jogo apoiado, circulação e capacidade de controlar os momentos da partida.
E isso é significativo para um time que vinha encontrando enormes dificuldades para construir e organizar seu jogo de trás para frente.
Contra o Avaí, o Tigre não ficou simplesmente esperando o jogo acontecer. Pensou o jogo. Escolheu onde atacar, teve paciência com a bola, teve aproximação, criou jogadas e controlou o clássico.
Foi uma atuação de protagonismo.
Ainda é cedo para tirar grandes conclusões. É apenas o começo do trabalho de Humberto Louzer. Mas o que chama atenção não é apenas a vitória. É a coragem de mudar, de propor e de construir uma identidade diferente de um time corajoso que a bola não queima mas no pé e sabe o que é estratégico, pensado cada movimento.
Contra o Avaí, essa aposta funcionou muito bem.O Tigre foi soberano no clássico.
Agora é transformar uma grande estreia em um novo padrão de comportamento.
Avante, Tigrão!
Alex Maranhão | Esporte & Negócios
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