Duas capivaras foram flagradas em suposto momento de carícias em uma lagoa na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O registro gerou dúvidas entre internautas sobre o comportamento da espécie. “Elas beijam?”, questionou um usuário em uma rede social.
O professor de biologia, Yago Stephano, explica que a resposta é mais complexa do que um simples “não”. No focinho dos machos existe uma glândula hiperdesenvolvida, chamada murrígio, que produz uma secreção viscosa liberada por pequenos poros.
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A secreção é utilizada para marcação de território e para atrair as fêmeas. No caso da glândula em si, ela também atua como sinal visual: quanto maior, mais atrativo é o macho.
Sobre o comportamento reprodutivo, Stephano explica que o macho se aproxima e segue a fêmea por alguns metros até que ela entre na água - em rios, lagos ou lagoas.
Quando há aceitação, ocorre uma troca de carícias: a fêmea posiciona o traseiro e ambos roçam os focinhos. Se o comportamento for correspondido, o acasalamento acontece.
Confira, a seguir, o registro que viralizou:
Hierarquia das capivaras
O número de integrantes por grupo varia, mas geralmente há apenas um macho dominante, além de fêmeas adultas, machos subordinados e filhotes.
O topo da hierarquia masculina está ligado ao tamanho dos indivíduos, à agressividade e ao histórico de confrontos com outros machos. Na escolha de parceiras, o líder do grupo tem prioridade.
Apesar da preferência do macho dominante, é a fêmea que define a frequência, o local e a duração do acasalamento. “Ou seja, o ‘beijo’ visto no vídeo pode representar tanto uma troca de carícias quanto um comportamento de reconhecimento, em que a fêmea identifica o cheiro do macho”, descreve o biólogo.
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