Santa Catarina registrou diversos casos de enxames de abelhas nas últimas semanas. De Norte a Sul do estado, a viagem dos animais assusta os catarinenses.
No Oeste, um empresário morreu e uma outra pessoa ficou ferida após um ataque de abelhas em Itapiranga. Ainda, casos foram registrados em apartamentos, em Criciúma e Siderópolis, enquanto em Joinville, um vídeo de abelhas no banco de uma bicicleta viralizou nas redes sociais.
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Apesar do alto índice de registros e algumas ocorrências graves, os enxames tratam-se, em sua maioria, de enxames de passagem e só oferecem risco se atacados. Isso significa que elas são abelhas viajantes, que procuram um local para fazer sua colmeia. Com isso, sem ter uma "casa" para defender, elas não representam grande perigo para os humanos.
"Ela não tem espaço na natureza para poder se alojar, então ela acaba buscando lugar, às vezes na cidade ou em qualquer outro espaço que elas consigam um espaço fechado para poder se alojar. Não representa perigo desde que ninguém vá lá mexer com ela", explica o meliponicultor Henrique Bonetti, em entrevista ao portal 4oito.
Matar abelhas é crime ambiental
Muitas vezes, ao se deparar com um enxame, principalmente em casa, o morador pode não saber como agir, e acaba utilizando algum tipo de veneno para matá-las. No entanto, matar animais, inclusive abelhas, é considerado crime ambiental, podendo resultar em detenção de seis meses a um ano.
"Qualquer que seja a maneira que se faça, eliminar uma colônia de abelhas é um crime ambiental. Você vai ser preso como se você estivesse matando qualquer animal da fauna. Claro, se alguém fizer uma denúncia", destaca.
Como proceder com enxames (viajantes ou não)
Segundo o profissional, quando o enxame é viajante, o ideal é simplesmente deixá-lo e não mexer nele, pois as abelhas vão embora entre um e três dias. "A abelha não consegue nidificar se ela não estiver em um espaço fechado", garante.
Para casos em que a colmeia já esteja estabelecida, o especialista alerta que o certo é acionar um apicultor ou o Corpo de Bombeiros. "Hoje é mais fácil você pôr uma caixa vazia em um local e elas encontram aquela caixa e edificam lá dentro", sugere.
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