O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, apresentou propostas para uma reforma política centrada na avaliação de desempenho de gestores públicos. Em entrevista à Rádio Som Maior, ele defendeu que as mudanças precisam ir além das discussões tradicionais sobre modelos de voto e número de partidos.
“O centro do problema político brasileiro não está no sistema eleitoral em si, mas na falta de compromisso com resultados por parte de quem administra estados e municípios”, afirmou.
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Santos argumenta que, atualmente, prefeitos e governadores permanecem nos cargos sem que haja uma avaliação técnica concreta da gestão. Para ilustrar, comparou a situação à lógica do futebol.
“É como manter um técnico que perde campeonatos todos os anos apenas porque é popular. Na política, não existe um critério técnico de desempenho para que alguém continue disputando eleições”, disse.
Índice de desempenho como critério para reeleição
Na proposta defendida pelo pré-candidato, prefeitos que desejarem disputar a reeleição precisariam comprovar melhora nos indicadores do município durante o mandato.
“Se um município apresenta 15% de desempenho em áreas como saúde e educação, por exemplo, o gestor teria que elevar esse índice para pelo menos 20%. Ao cumprir metas e melhorar os serviços, ele se habilitaria para concorrer novamente”, explicou.
A ideia, segundo ele, é criar um modelo de meritocracia na política municipal e estadual, no qual a permanência na vida pública esteja vinculada a resultados mensuráveis, e não apenas à popularidade.
Punições para quem não cumprir metas
Santos também defende que a reforma política inclua punições para gestores que não atingirem objetivos mínimos.
“Hoje existe muita cobrança de impostos, mas pouca cobrança de resultados. Se o gestor não cumprir as metas, deveria ficar inelegível por alguns anos, e o partido também não poderia lançar candidato naquele município”, afirmou.
Alerta sobre o pacto federativo
O pré-candidato ainda comentou sobre o modelo de repasses entre estados e municípios e apontou riscos no atual formato do pacto federativo.
“O catarinense paga impostos que ajudam a suprir estados menos favorecidos. Isso faz parte do pacto federativo, mas, se não houver melhora na gestão desses locais, essa conta pode se tornar insustentável a longo prazo”, concluiu.
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