Com uma chapa majoritária composta exclusivamente por mulheres, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) oficializou Laís Chaud como candidata ao Governo de Santa Catarina. Única mulher na disputa pelo comando do Estado, ela pretende levar à campanha propostas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à ampliação do acesso à moradia popular e à valorização dos trabalhadores, com defesa do aumento do salário mínimo e da redução da jornada de trabalho.
A chapa 100% feminina da UP conta ainda com candidatura de Nathália Melo para vice-governadora, além de Marlene Soccas e Ana Lúcia da Silveira para o Senado. Paulista de nascimento e moradora de Florianópolis há quase 15 anos, Laís destaca que a formação do grupo reflete a própria origem do partido, fundado por movimentos sociais para dar protagonismo a trabalhadoras, trabalhadores e estudantes.
LEIA MAIS
- Aos 92 anos, Marlene Soccas é anunciada como candidata ao Senado em SC
- Candidatos ao governo de SC poderão gastar até R$ 9,1 milhões no 1º turno
- SC ganha 236 mil eleitores e chega a 5,7 milhões aptos a votar em 2026
Ouça, na íntegra, a entrevista da candidata:
Ações contra violência doméstica serão o foco do governo
Em entrevista à rádio Som Maior, a candidata detalhou as pautas que pretende levar ao eleitorado catarinense, com foco na redistribuição da riqueza produzida no estado e na garantia de direitos básicos.
Tendo a pauta feminina como pilar central da candidatura, Laís classificou como "escandalosos" os índices recentes de violência contra a mulher em Santa Catarina.
Além da pauta por mais direitos às mulheres, a candidata criticando o alto custo de vida e os preços do mercado imobiliário no estado, a candidata propõe a destinação imediata de terrenos e imóveis abandonados para programas de moradia popular, argumentando que a especulação atual inviabiliza o pagamento de aluguéis e alimentos pelos trabalhadores.
Destacando o perfil industrial de Santa Catarina e a forte presença operária na economia local, o plano defende o aumento de 100% do salário mínimo associado à redução da jornada de trabalho, buscando garantir que a riqueza gerada no estado retorne a quem a produz.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!