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R$ 40 milhões: a estimativa do rombo no assalto

Banco do Brasil não vai se pronunciar. Governador Carlos Moisés está vindo para Criciúma
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 01/12/2020 - 08:55Atualizado em 01/12/2020 - 10:00
Fotos: Guilherme Hahn / 4oito / Especial
Fotos: Guilherme Hahn / 4oito / Especial

O Banco do Brasil não irá se pronunciar oficialmente, mas estima-se que mais de R$ 40 milhões foram levados pelo grupo criminoso que atacou a agência na madrugada desta terça-feira, 1, na esquina das ruas Getúlio Vargas e Lauro Müller, no Centro de Criciúma. Pelo menos R$ 810 mil foram resgatados em dois malotes coletados por quatro homens que acabaram presos pouco tempo depois do ataque. "Eles recolheram o dinheiro do chão e levaram para um apartamento no Centro. Já estão presos", confirmou o comandante do 9o Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Cristian Dimitri.

Governador a caminho

O governador Carlos Moisés anunciou, em entrevista à Rádio Som Maior, que está vindo para Criciúma, para acompanhar os desdobramentos da investigação. "Estamos nos deslocando e deslocando toda a cúpula da segurança, para acompanhar de perto as investigações e dar a atenção devida", referiu. "Eu fui informado pelo delegado geral, a cúpula da segurança fez contato comigo. É uma operação que demonstrou claramente que nenhuma agência de qualquer inteligência, de qualquer esfera, tinha informações dessa movimentação", avaliou.

Moisés lembrou que Santa Catarina ostenta índices sob controle de ataques de bandidos a agências bancárias. "Temos uma redução de 54% dos crimes, de ocorrências contra instituições financeiras, estamos caminhando muito bem, isso mostra que temos que continuar investindo nessa área de atuação", reforçou. "O fato desse grupo estruturado não ter deixado vazar informação nos chama a atenção para os métodos, não se usa mais os meios convencionais de comunicação, isso escapou das agências de inteligência. Temos que nos moldar", analisou Moisés.

Ele destacou a união de esforços com estados vizinhos em busca de uma solução. "Importante agora que o Estado do Rio Grande do Sul e do Paraná, a segurança pública federal foi acionada para que tenhamos sucesso no esclarecimento desse delito. O secretário nacional de Segurança Pública fez contato conosco para nos auxiliar nessa investigação", detalhou. 

Moisés lembrou que Criciúma já sofreu, há alguns anos, com ataque a uma agência bancária. Esse caso ocorreu em agosto de 2003 e resultou na morte de dois policiais militares. "Tivemos um caso que Criciúma sofreu há alguns anos, na Avenida Centenário, numa agência bancária, tivemos um caso que teve violência contra a guarnição policial, houve perda de vidas, agora temos um policial ferido gravemente, houve perfuração dos pulmões mas está sob controle a situação de saúde, inspirando cuidados pois é uma lesão grave, essa ocorrência tem um alto grau de gravidade", destacou. "Considerando também a forma e o grupo de pessoas envolvidas, de criminosos envolvidos, uniformizados, altamente treinados e com ações muito bem coordenadas. Nos chama a atenção", emendou.