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R$ 2,7 bilhões em perdas: investigação sobre 'caso Master' avança com 15 indiciamentos

Relatório atribui ao ex-controlador do Banco Master papel central nas operações sob investigação

Por Eduardo Fogaça Criciúma, SC, 28/10/2026 - 19:30 Atualizado há meio minuto
Daniel Vorcaro foi preso em março de 2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero | Foto: Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo
Daniel Vorcaro foi preso em março de 2026, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero | Foto: Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados foram indiciados pela Polícia Federal por fraudes financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). As irregularidades foram investigadas durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. 

De acordo com o relatório da PF, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB.

"Na condição de controlador do Banco Master, Vorcaro ocupava o centro decisório da estrutura examinada e era o principal beneficiário econômico das operações destinadas à obtenção de liquidez para a instituição", apontou a Polícia Federal.

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Prejuízo de R$ 2,7 bilhões

Segundo a investigação, Vorcaro seria o líder da organização criminosa que operou diversas fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional | Foto: Divulgação/Banco Master 

Segundo a investigação, o prejuízo apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Parte das perdas foram provocadas por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, empresa de fachada operada pelo Master, e que fez transações com o BRB. 

"Há, portanto, aproximadamente R$ 2,7 bilhões em perdas já formalizadas e reconhecidas, não se tratando de estimativa abstrata ou de risco meramente eventual", afirmou a PF.

Investigação prorrogada

Após conclusão da primeira fase da operação, os investigadores encaminharam o relatório de indiciamentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogação das investigações por mais 60 dias.

O prazo será utilizado para conclusão dos exames periciais que estão pendentes e apresentação de um relatório complementar da investigação.

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