Mais de 4 mil trabalhadores das indústrias químicas e farmacêuticas de Criciúma e região terão aumento real nos salários e mudanças importantes no pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, a PLR. A negociação coletiva foi concluída na manhã desta quinta-feira (27), e os novos valores devem ser aplicados já na próxima folha de pagamento.
Entre os principais avanços está a redução de seis para duas parcelas no pagamento da PLR. O benefício também terá reajuste de 20% para trabalhadores de empresas com até 30 empregados e de 6% nas empresas com 31 ou mais funcionários. Nesse segundo grupo, o reajuste representa 1,9% de aumento real.
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Nos salários, o piso da categoria terá reajuste de 5,50%, enquanto os demais salários serão corrigidos em 5,10%. Como a inflação acumulada entre agosto de 2025 e julho de 2026, medida pelo INPC, foi de 4,10%, os índices representam ganho real de 1,40% no piso e de 1% nos demais salários. Com o reajuste, o piso passa a ser de R$ 2.292,09.
A PLR será de R$ 1.153,64 para trabalhadores de empresas com até 30 empregados e de R$ 1.517,01 para aqueles que atuam em indústrias com mais de 31 funcionários. O pagamento deverá ocorrer em duas parcelas, nas folhas de janeiro e fevereiro de 2027.
Negociação garantiu ganhos reais
Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, Carlos de Cordes, o Dé, mesmo com uma inflação menor neste ano, a negociação garantiu ganhos reais aos trabalhadores.
“Tivemos um índice inflacionário menor neste ano em relação à negociação de 2025, mas mantivemos praticamente os mesmos índices de ganho real nos salários, elevando o piso salarial da categoria e conquistando avanços significativos no PLR”, afirma.
Além dos reajustes, o sindicato destaca a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho do setor como uma das principais conquistas da negociação.
“Tão importante quanto os reajustes salariais e do PLR, o fundamental é renovarmos a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do setor, que tem conquistas históricas, como, por exemplo, o adicional noturno de 35%, enquanto a CLT prevê um adicional de apenas 20% para quem trabalha das 22h às 5h”, ressalta Dé.
A data-base dos trabalhadores é 1º de agosto. Eles atuam em mais de 120 empresas da região, principalmente nos segmentos de tintas, vernizes, colas e colorifícios cerâmicos.
Piso salarial segue como ponto de divergência
Apesar dos avanços, o valor do piso salarial continua sendo uma preocupação para o sindicato. Durante as negociações, a entidade voltou a defender uma valorização maior para a categoria.
“Voltamos a mostrar, nas mesas de negociação, nossas preocupações com o baixo valor do piso salarial da categoria, mas o sindicato patronal se mantém irredutível e se nega a rever esta situação como deveria, apesar de continuar se queixando da falta de mão de obra e das vagas em aberto nas fábricas”, afirma De Cordes.
Com o acordo concluído, os novos reajustes salariais devem ser aplicados já na próxima folha de pagamento. A nova regra para o pagamento da PLR passa a valer a partir de 2027.
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