O salário mínimo deverá sofrer um aumento de R$ 120 reais, chegando aos R$ 1.741 em 2027. A decisão foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida será enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
O reajuste tem um impacto direto nas contas públicas pois o salário mínimo é utilizado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais.
“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan.
LEIA MAIS
- Receita libera consulta ao último lote de restituição do Imposto de Renda
- Receita Federal libera consulta ao quarto lote do IR; veja quem recebe e como consultar
- Credores da Carbonífera Criciúma começam a receber terceiro rateio de R$ 3,5 milhões
Valor representa apenas uma projeção
O valor de R$ 1.741 ainda é uma projeção. O número definitivo só sai no fim de 2026, quando for divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro, índice que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.
A regra em vigor soma a inflação do INPC a um ganho real de 2,5%, respeitando os limites da legislação. Assim, se a inflação real for diferente da estimativa do governo, o valor final do salário mínimo também muda. A projeção de R$ 1.741 já embute esse ganho acima da inflação, o que representa aumento de renda para quem ganha o piso, desde que a inflação fique dentro do previsto.
Aumento no salário mínimo afeta diretamente nas conta públicas
O reajuste também pesa nas contas públicas. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são vinculados ao salário mínimo, o que inclui aposentadorias e pensões do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o seguro-desemprego e o abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também segue o piso.
Por um lado, o aumento tende a estimular o consumo, especialmente entre as famílias de menor renda, que costumam gastar uma fatia maior do que recebem em despesas básicas. Por outro, o impacto fiscal reduz o espaço do governo para ampliar outros gastos. O reajuste do mínimo passa, então, por um equilíbrio entre aumento de renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.
Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 vai levar esse cenário em conta. Segundo ele, o governo pretende manter o ganho real do salário mínimo e, ao mesmo tempo, controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias.
“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será enviado ao Congresso até 31 de agosto e ainda passa pela análise dos parlamentares. O valor definitivo do novo piso só sai em dezembro, com a divulgação do INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 se confirmar, o novo salário mínimo entra em vigor em janeiro de 2027.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!