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Salário mínimo de R$ 1.741 em 2027? Veja o que ainda pode mudar

Reajuste de R$ 120 foi confirmado pelo ministro da Fazenda e será enviado ao Congresso

Por José Demathé Criciúma, SC, 25/08/2026 - 10:39 Atualizado há meio minuto
Salário mínimo deve sofrer reajuste em 2027 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/4oito
Salário mínimo deve sofrer reajuste em 2027 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/4oito

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O salário mínimo deverá sofrer um aumento de R$ 120 reais, chegando aos R$ 1.741 em 2027. A decisão foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida será enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O reajuste tem um impacto direto nas contas públicas pois o salário mínimo é utilizado como referência para benefícios previdenciários e assistenciais. 

“Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, afirmou Durigan.

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Valor representa apenas uma projeção 

O valor de R$ 1.741 ainda é uma projeção. O número definitivo só sai no fim de 2026, quando for divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro, índice que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos.

A regra em vigor soma a inflação do INPC a um ganho real de 2,5%, respeitando os limites da legislação. Assim, se a inflação real for diferente da estimativa do governo, o valor final do salário mínimo também muda. A projeção de R$ 1.741 já embute esse ganho acima da inflação, o que representa aumento de renda para quem ganha o piso, desde que a inflação fique dentro do previsto.

Aumento no salário mínimo afeta diretamente nas conta públicas

O reajuste também pesa nas contas públicas. Cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são vinculados ao salário mínimo, o que inclui aposentadorias e pensões do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o seguro-desemprego e o abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também segue o piso.

Por um lado, o aumento tende a estimular o consumo, especialmente entre as famílias de menor renda, que costumam gastar uma fatia maior do que recebem em despesas básicas. Por outro, o impacto fiscal reduz o espaço do governo para ampliar outros gastos. O reajuste do mínimo passa, então, por um equilíbrio entre aumento de renda, preservação do poder de compra e controle das contas públicas.

Aumento do salário influenciará diretamente nas contas públicas | Tânia Rêgo/Agência Brasil/4oito

Durigan afirmou que o Orçamento de 2027 vai levar esse cenário em conta. Segundo ele, o governo pretende manter o ganho real do salário mínimo e, ao mesmo tempo, controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, argumentou o ministro.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será enviado ao Congresso até 31 de agosto e ainda passa pela análise dos parlamentares. O valor definitivo do novo piso só sai em dezembro, com a divulgação do INPC de novembro. Se a projeção de R$ 1.741 se confirmar, o novo salário mínimo entra em vigor em janeiro de 2027.

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