A nova unidade da Cerâmica Carmelo Fior em Urussanga terá capacidade inicial para produzir 700 mil metros quadrados de revestimentos cerâmicos por mês, o equivalente a 8,4 milhões m² por ano. A empresa adquiriu a unidade industrial da Dexco no município e aguarda a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para iniciar as atividades no local.
A fábrica será denominada Carmelo Fior Porcelanato e integra o plano de crescimento da empresa em Santa Catarina. A companhia já conta com a unidade Pisoforte, em Criciúma, e vê a nova operação como uma oportunidade para ampliar a presença no Estado.
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Cade precisa aprovar operação
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica é responsável por analisar operações de concentração entre empresas e avaliar possíveis impactos sobre a concorrência.
A expectativa da Carmelo Fior é iniciar a operação assim que todas as etapas necessárias para a conclusão do processo forem cumpridas.
Urussanga é considerada estratégica
A localização da nova unidade é considerada estratégica pela empresa devido à tradição de Urussanga e da região na produção cerâmica, além da estrutura já consolidada do setor.
Segundo o diretor geral da Cerâmica Carmelo Fior, Eduardo Roncoroni Fior, a aquisição faz parte de uma estratégia de longo prazo para ampliar a atuação da companhia em Santa Catarina.
“Estamos contando os dias para iniciar as atividades nesta unidade e com expectativa muito positiva para Urussanga, que possui uma localização estratégica em uma região de forte tradição cerâmica. Temos um planejamento de longo prazo para fortalecer a nossa presença e contribuir com o desenvolvimento regional”, afirma.
A chegada da unidade também amplia a capacidade produtiva da empresa e fortalece a atuação da Carmelo Fior em um dos principais polos cerâmicos do país.
Prefeitura destaca geração de empregos
Para a Prefeitura de Urussanga, a chegada da empresa representa uma oportunidade de ampliar a atividade econômica do município e reforçar a vocação industrial da cidade.
A prefeita Stela De Agostin Talamini destaca que a instalação da empresa pode gerar novos empregos e contribuir para a circulação de renda na região.
“A chegada de uma empresa desse porte traz uma nova perspectiva para a cidade e contribui para a geração de empregos e renda. Urussanga é terra de oportunidades e de qualidade de vida, além de se destacar em diferentes áreas, como na educação, com o terceiro lugar em Santa Catarina no ranking do IDEB para os anos iniciais. Somos gratos por escolherem o nosso município e desejamos muito sucesso nas suas atividades”, destaca.
A expansão também foi apresentada como uma oportunidade de fortalecer a cadeia produtiva ligada à cerâmica, setor que possui forte presença econômica no Sul catarinense.
Carmelo Fior possui atuação nacional e internacional
Fundada em 1941, a Cerâmica Carmelo Fior possui cinco unidades produtivas nos principais polos cerâmicos do Brasil. A empresa conta com capacidade superior a 10 milhões de metros quadrados por mês e mais de 1,5 mil colaboradores.
A companhia também possui mais de 9 mil clientes ativos e exporta seus produtos para mais de 60 países.
Com a nova unidade em Urussanga, a empresa amplia a presença em Santa Catarina e passa a contar com mais uma operação em uma região reconhecida pela tradição e pela força da indústria cerâmica.
Unidade foi adquirida por R$ 170 milhões
A nova operação da Carmelo Fior ocorre após a Dexco encerrar a produção da fábrica de Urussanga. A decisão, anunciada em maio, resultou no desligamento de mais de 150 trabalhadores, enquanto parte da equipe foi transferida para a unidade de Criciúma.
Na época, a Dexco explicou que o fechamento fazia parte de uma estratégia de concentração da produção nas fábricas de Criciúma e Botucatu (SP), buscando melhorar a utilização da capacidade instalada e a eficiência das operações.
A empresa manteve a unidade de Urussanga disponível para negociação e, posteriormente, confirmou a venda para a Carmelo Fior.
A unidade foi negociada por R$ 170 milhões, com transferência do terreno e de parte dos equipamentos da fábrica para a empresa paulista.
O Sindiceram avaliou positivamente a negociação e vê a possibilidade de retomada das atividades como uma oportunidade para recuperar empregos, movimentar a economia local e fortalecer novamente a cadeia produtiva cerâmica do Sul de Santa Catarina.
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