A poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, Adelor Lessa e os cometáristas Laércio Menegaz, Artur Fabro e Pierre Vanderlinde fizeram suas apostas para as disputas à Presidência da República, ao Governo de Santa Catarina e ao Senado, além das vagas para deputado federal e estadual.
Durante a Live Eleições 2026, transmitida pela Rádio Som Maior e pelo YouTube, os participantes analisaram as pesquisas e os movimentos da reta final da campanha. As projeções tiveram pontos em comum, mas também divergências, principalmente na disputa pelo Senado e na distribuição das vagas do Legislativo.
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A conversa também abordou possíveis surpresas, com atenção especial aos candidatos da região Sul. Os comentaristas apresentaram suas listas de prováveis eleitos e destacaram os nomes que, na avaliação de cada um, ainda poderiam surpreender nas urnas.
Lula e Flávio Bolsonaro devem disputar o segundo turno
Na disputa presidencial, Artur Fabro, Pierre Vanderlinde e Laércio Menegaz apostaram em um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Adelor Lessa, por outro lado, considerou possível uma definição já no primeiro turno, caso o voto útil se intensifique nos últimos dias.
Artur afirmou que considera o segundo turno consolidado. “Eu acho que o segundo turno está consolidado, vai ser Lula e Flávio”, declarou.
Para ele, a disputa pode ser influenciada pela migração de votos dos candidatos da chamada terceira via.
Laércio também descartou uma definição no primeiro turno e projetou uma diferença pequena entre os dois principais candidatos. Já Adelor ponderou que a concentração de votos em um dos concorrentes poderia mudar o cenário.
“Quando eu digo que pode dar primeiro turno, não estou dizendo que pode dar Lula no primeiro turno”, explicou, ao citar a possibilidade de o voto útil favorecer Flávio Bolsonaro.
Jorginho Mello é apontado como favorito para vencer em SC
Na disputa pelo Governo de Santa Catarina, os comentaristas convergiram na aposta de vitória de Jorginho Mello no primeiro turno. As projeções variaram em relação ao percentual de votos e à colocação de João Rodrigues e Gelson Merisio.
Laércio Menegaz afirmou que considera difícil a realização de um segundo turno no Estado. “Eu estou convencido que sim”, disse, ao ser questionado sobre a possibilidade de Jorginho vencer já na primeira votação.
Ele atribuiu a projeção à avaliação do governo e à possibilidade de transformar essa aprovação em votos.
Artur Fabro também apostou na vitória de Jorginho no primeiro turno e estimou que o governador poderia alcançar entre 58% e 60% dos votos válidos. Pierre Vanderlinde concordou com a avaliação e apontou a disputa entre João Rodrigues e Gelson Merisio pela segunda colocação.
Adelor Lessa, por sua vez, considerou que o voto útil poderia ampliar a votação de Jorginho e alterar a posição dos adversários. Na avaliação dele, o governador poderia chegar a 62% ou 63% dos votos válidos, enquanto João e Merisio disputariam o segundo lugar.
Senado tem disputa entre Carol De Toni, Amin e Carlos Bolsonaro
A eleição para o Senado foi apontada pelos participantes como uma das disputas mais acirradas em Santa Catarina. Carol De Toni, Esperidião Amin e Carlos Bolsonaro foram citados como os principais nomes, enquanto Décio Lima apareceu como uma possível surpresa.
Artur Fabro apostou em Carol De Toni e Esperidião Amin. Para ele, a dificuldade de Carlos Bolsonaro em conquistar o segundo voto pode favorecer Amin. Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, a distribuição desse segundo voto foi considerada um fator importante na disputa.
Pierre Vanderlinde também destacou a possibilidade de Amin conquistar votos de eleitores de diferentes campos políticos. Já Laércio Menegaz apostou em Carlos Bolsonaro, ao considerar que a mobilização da reta final e a força eleitoral do PL poderiam favorecer o candidato.
Adelor Lessa ressaltou que a disputa pela segunda vaga permanecia aberta. “Quem cravar hoje absolutamente o que vai acontecer vai estar sendo irresponsável”, afirmou, ao comentar o equilíbrio entre Amin e Carlos Bolsonaro.
Apostas para deputado federal
Nas projeções para a Câmara dos Deputados, os comentaristas apontaram o PL como a maior bancada de Santa Catarina. As estimativas para os demais partidos variaram, especialmente em relação ao MDB, ao Republicanos e à União Progressista.
Laércio Menegaz apostou em seis a sete vagas para o PL e três para a federação formada por PT e PCdoB. Também projetou duas cadeiras para o MDB e duas para o Republicanos.
Arthur Fabro estimou sete vagas para o PL e três para a federação PT, PCdoB e PV. Pierre Vanderlinde também apostou em sete deputados do PL e três da federação, mas projetou duas vagas para a União Progressista e duas para o Republicanos.
Entre os nomes citados pelos comentaristas como possíveis eleitos estão:
- Júlia Zanatta
- Jair Renan Bolsonaro
- Daniel Freitas
- Daniela Reinehr
- Ismael dos Santos
- Ricardo Guidi
- João Paulo Kleinübing
- Sargento Lima
- Júlio Garcia
- Zé Milton
- Carlos Moisés
As listas não foram idênticas. Adelor Lessa, por exemplo, citou oito nomes do PL como possíveis eleitos, enquanto os demais fizeram suas próprias combinações de candidatos.
PL também deve ter a maior bancada na Assembleia Legislativa
Para deputado estadual, as apostas também apontaram o PL como a maior bancada, com projeções entre 14 e 16 cadeiras. Os comentaristas divergiram sobre a quantidade de vagas destinadas aos demais partidos.
Adelor Lessa estimou que o PL elegeria de 15 a 16 deputados estaduais. Para o MDB, projetou de três a quatro cadeiras; para o PSD, de três a quatro; e para a União Progressista, quatro vagas. Também citou a possibilidade de o Republicanos conquistar de duas a três cadeiras.
Pierre Vanderlinde apostou em 15 vagas para o PL, cinco para a União Progressista e cinco para o PSD. Arthur Fabro projetou 15 cadeiras para o PL, cinco para o MDB, cinco para a federação PT, PCdoB e PV e quatro para a União Progressista.
Laércio Menegaz estimou 14 vagas para o PL, cinco para a União Progressista e cinco para a federação de esquerda.
Entre os nomes citados nas apostas para a Assembleia Legislativa estão:
- Ana Campagnolo
- Clésio Salvaro
- Guilherme Colombo
- Rodrigo Minotto
- Pepe Colaço
- Ulisses Gabriel
- Jessé Lopes
- Tiago Zilli
- Acelio Casagrande
- Evandro Scaini
- Arlindo Rocha
Comentaristas apontam possíveis surpresas
Além dos nomes considerados mais prováveis, os participantes também falaram sobre candidatos que poderiam surpreender. Artur Fabro citou Bia Vargas como uma possível novidade. Laércio Menegaz mencionou Jean Volpato como um nome que poderia surpreender pela esquerda.
O partido Missão também foi lembrado como uma possível surpresa, especialmente pela mobilização de Renan e pelo apoio entre eleitores mais jovens.
O Novo foi citado como outra possibilidade, tanto para conquistar mais cadeiras na Assembleia quanto para ampliar sua representação na Câmara dos Deputados.
Na região Sul, os comentaristas projetaram a eleição de sete deputados federais, com a possibilidade de uma oitava vaga caso Carlos Moisés consiga se eleger. Entre os nomes mencionados estão Júlia Zanatta, Daniel Freitas, Ricardo Guidi, Geovania de Sá, Giovana Mondardo, Zé Milton e Júlio Garcia.
As apostas serão conferidas pelos comentaristas durante a cobertura da apuração, prevista para domingo, quando o grupo pretende comparar as projeções feitas na live com os resultados das urnas.
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