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Presidente do PSL quer Moisés como candidato a governador em 2022

Segundo Schiochet, partido está de braços abertos para um possível retorno de Bolsonaro
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 12/02/2021 - 10:30Atualizado em 12/02/2021 - 10:33
Foto: Vitor Netto / 4oito
Foto: Vitor Netto / 4oito

Restando menos de dois anos para as eleições de 2022, o Partido Social Liberal (PSL) já começa a se estruturar na preparação de candidatos em âmbito nacional e estadual. Em Santa Catarina, o presidente estadual da sigla, Fábio Schiochet, afirma querer que o governador Carlos Moisés seja candidato à reeleição pelo partido.

“A relação do PSL instituição com o governador Moisés é uma boa relação, nós fomos a base dele. Eu, como presidente estadual e deputado federal, apoio o governador no cenário para 2022”, disse Fábio. “Essa é uma opinião minha, acho que ele deve ser candidato para continuar esse projeto”, completou.

Vindo de um 2020 extremamente complicado, marcado por CPI’s e dois pedidos de impeachment, Moisés ainda não bateu o martelo sobre sua permanência no partido e candidatura em 2022. Segundo Schiochet, o governador deverá tomar essa decisão já nos próximos meses.

Ainda no âmbito estadual, o partido já está focado na composição de nomes para a Assembleia Legislativa. Segundo Schiochet, inclusive, os atuais deputados da sigla já foram notificados em relação a suas intenções, se pretendem ou não continuar no PSL, liberando para aqueles que queiram deixar o partido.

‘É um movimento de dizer: siga a vida de vocês, não quero atrapalhar a vida dos deputados. Imagino que o PSL fique nos próximos meses sem deputados na assembleia, vamos liberar para que eles sigam o caminho deles para que façamos a nossa construção. Como presidente estadual do partido, tenho seis deputados eleitos e a dificuldade de trazer um outro deputado para o partido porque não vai fazer uma sétima cadeira. Se eles [deputados] já tiver outros interesses partidários, que vão para que o partido possa construir os pré-candidatos”, disse.

Jessé Lopes já sinalizou que deve seguir o presidente Bolsonaro em relação a sua filiação a um novo partido. A exceção, segundo o próprio deputado, seria caso o presidente decidisse se filiar ao PP, sigla com o qual já vem conversando há algum tempo. O vereador criciumense, Júlio Kaminski, é inclusive um dos nomes cotados para a Alesc.

“Quero muito que o Júlio seja nosso candidato aqui, como um pré-candidato muito bem articulado. O partido fez o convite oficial, e eu como presidente convidei ele  para que seja nosso pré-candidato na região”, disse Schiochet. “Sou um servo do partido, o que o partido decidir a gente vai acompanhar”, declarou Kaminski.

De portas abertas para Bolsonaro

A ascensão do PSL em todo o país foi acompanhada da eleição do atual presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Descontentamentos entre o presidente e a sigla, no entanto, acabaram fazendo com que ele deixasse o partido. Segundo Schiochet, atualmente o PSL está de braços abertos para a volta de Bolsonaro.

“O que posso dar certeza é de que hoje está tendo um armistício, os grupos brigavam muito e hoje voltamos a ser a maior bancada com os 52 deputados”, disse Fábio. “Já tiveram conversas da direção nacional envolvendo o próprio vice-presidente nacional junto com Bolsonaro, e as portas do PSL sempre estiveram abertas para o presidente”, completou.