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Politicamente, impeachment de Moisés está praticamente viabilizado

Governador precisa de 14 votos na Alesc para reverter o processo
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Florianópolis - SC, 23/07/2020 - 09:01Atualizado em 23/07/2020 - 09:02
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Será dado prosseguimento ao pedido de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL) e de sua vice, Daniela Reinehr, protocolado pelo defensor público Ralf Zimmer. O pedido pode ser encarado sobre duas vertententes, política e jurídica, e do ponto de vista político já está praticamente viabilizado.

Isso porque o governador não possui uma base de apoio consolidada dentro da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), assim como também não possui apoio nas ruas - motivos que ajudaram a ditar o clima político que culminou no pedido de impeachment. Atualmente, para se salvar do processo, Moisés precisaria de 14 votos de deputados ao seu favor - algo que ainda não possui.

“A sensação é de que, na Alesc, politicamente, o processo estaria relativamente viabilizado. A maioria da Alesc deve votar pela cassação do mandato”, destacou o jornalista Moacir Pereira.

Sobre o ponto de vista jurídico, ainda há coisas a se resolver. “A impressão que me dá, aos deputados estaduais, é de que a cassação do Moisés não resolveria o grande problema de SC, que é de um governo ausente e pouco atuante. E a vice não tem experiência, inclusive tem praticado atos que estão sendo bem criticados. Se for caçar é a chapa toda, aí o parecer da procuradoria viabiliza do ponto de vista jurídico essa intenção”, disse Moacir.

Moacir ressalta ainda que o comportamento do governador durante este mais de um ano de governo acabou culminando neste pedido. A falta de diálogo com autoridades experientes na assembleia e ações que o deixaram cada vez mais isolado em seu cargo.

“Para virar o jogo, o governador tem que criar fatos políticos muito fortes para mudar o quadro. Até agora, pelo perfil do governador, acho muito difícil fazer a reversão desse processo, isso em uma composição de um governo que já perdeu 12 secretários de primeiro escalão. Ele negou a experiência de políticos tradicionais e grandes lideranças estaduais que poderiam ser de companheiros e assessores”, disse.