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Polícia Civil prende suspeito de estupro e roubo em Arroio do Silva

Crimes foram cometidos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Policiais civis de Araranguá e de Vacaria (RS) executaram a operação
Por Redação Balneário Arroio do Silva, SC, 19/04/2022 - 10:14 Atualizado em 19/04/2022 - 10:15
Foto: Divulgação
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Na manhã desta terça-feira (19), uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Santa Catarina e a Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu um homem de alta periculosidade suspeito de estupros e roubos em série, nos dois Estados. A ação foi realizada por policiais civis de Araranguá e de Vacaria (RS), no amanhecer, em uma residência localizada em Balneário Arroio do Silva.

Os mandados judiciais de prisão temporária, busca e apreensão e coleta coercitiva de DNA foram expedidos pela Justiça da Comarca de Araranguá após a representação pela delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI/PCSC) de Araranguá contra o homem, de 33 anos.

Ele estava foragido da Justiça, pois já tinha contra si mandado de prisão em aberto pela Vara das Execuções Criminais de Pelotas (RS), com validade até o ano de 2037, por crimes de porte ilegal de arma de fogo, roubo majorado e homicídio qualificado. O preso é natural de Passo Fundo (RS). Foi apreendida uma arma de fogo utilizada pelo homem: uma pistola, calibre 765, com numeração adulterada e 29 munições.

Crimes em Araranguá e Balneário Arroio do Silva

O primeiro fato foi registrado no dia 23/02/2022 (1 vítima); o segundo em 05/03/2022 (1 vítima) e o terceiro caso, ocorrido no final de setembro de 2021 (2 vítimas) não tinha sido registrado até chegar ao conhecimento da DPCAMI/PCSC. Foram instaurados inquéritos policiais e apurou-se que se tratava do mesmo suspeito, que ainda não estava identificado, pois a forma de agir era idêntica em todos os casos.

O homem fazia contato com garotas de programa por um site de encontros e marcava o encontro em local íntimo, onde estuprava as vítimas com uso de uma arma de fogo, amarrando-as. Após o estupro, roubava pertences pessoais das vítimas e as obrigava a fazer depósitos. Por fim, obrigava que elas ingerissem remédio de uso controlado, dopando-as. Entre as vítimas, há quatro transsexuais.

No decorrer das investigações, a DPCAMI/PCSC de Araranguá teve notícia de outras duas vítimas de crimes ocorridos em Araranguá. Porém, elas não registraram o fato, com receio, pois foram ameaçadas pelo investigado.

Durante as investigações, com apoio de policiais civis da DIC/PCSC de Araranguá, policiais civis de Vacaria (RS) entraram em contato com os policiais da DPCAMI/PCSC e informaram que na cidade do RS ocorreram outros 3 crimes, todos com o mesmo modus operandi, tendo uma das vítimas sido espancada com violência.

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