A Polícia Federal divulgou o balanço parcial da Operação Benaia, que investiga um servidor público federal suspeito de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação, que aconteceu nesta nesta terça-feira (2), em Itajaí e oito cidades de São Paulo, resultou na apreensão de R$ 515 mil em espécie, 15 relógios de luxo, além do sequestro de 25 imóveis e cerca de 19 veículos.
A investigção apontou ainda que o sevidor morava em um imóvel de luxo, com aluguel de R$ 14 mil bancado por empresários. De acordo com o delegado da Polícia Federal, Christian Luz Barth, a investigação teve início após uma denúncia anônima que apontava incompatibilidade entre o patrimônio do servidor e sua renda.
“Já no início da investigação identificamos indícios de que realmente existia uma discrepância. A partir daí aprofundamos as apurações por meio de análises bancárias, fiscais e outros procedimentos investigativos”, explicou o delegado.
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Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Itajaí e nas cidades paulistas de Guarulhos, São Paulo, Santana de Parnaíba, Barueri, Paulínia, Valinhos, Hortolândia e Campinas. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o valor total movimentado pelo esquema.
Segundo a Polícia Federal, o investigado teria recebido cerca de R$ 2 milhões de forma indevida para atuar em favor de empresários em processos alfandegários.
Foram apreendidos ou sequestrados:
- 15 relógios de luxo;
- 25 imóveis;
- 19 veículos;
- R$ 515 mil;
- 10 notebooks e 4 HDs;
- 15 celulares (até o momento);
- 65 contas bancárias de diversas instituições financeiras (valor ainda será reportado)
- Foi encontrado registro de conta no exterior;
- Foram localizados contratos imobiliários de gaveta;
De acordo com a Policia Federal enquanto ocupava o cargo de chefe da Receita Federal em Itajaí, o servidor possuía influência para facilitar procedimentos e processos em razão da função exercida.
Padrão de vida bancado pelos empresários
O delegado ainda descreve que a padrão de vida do investigado era bancado pelos empresários. "A título de exemplo, ele residia num imóvel que tinha um alto padrão, um aluguel de 14 mil reais, que era pago pelos empresários" conta
Também foi identificado pagamentos de despesas pessoais e de cartões de crédito, além de uma viagem internacional que teria sido custeada por um empresário que acompanhou o servidor.
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