O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a 'Operação Gabarito em Branco', que investiga possíveis fraudes em concursos públicos e em um processo seletivo realizados pelo município de Maracajá.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Maracajá e Meleiro, além de Umuarama e Cascavel, no Paraná. As medidas são tomadas por determinação do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.
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A investigação apura supostas irregularidades em concursos realizados em 2023 e em um processo seletivo promovido em 2024. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os certames foram executados por um instituto sediado em Cascavel (PR), contratado pelo município por dispensa de licitação.
Concursos de 2023 e seleção de 2024 estão sob investigação
Segundo o Ministério Público, a investigação teve início para apurar supostas irregularidades em concursos públicos realizados em 2023 e em um processo seletivo promovido em 2024 pela Prefeitura de Maracajá. Os certames foram organizados por um instituto com sede em Cascavel (PR), contratado pelo município por meio de dispensa de licitação.
Com o avanço das investigações, o Gaeco identificou elementos que indicam a possível prática de crime eleitoral relacionado aos fatos apurados. Por conta disso, a operação conta com o apoio da Promotoria Eleitoral de Araranguá.
As buscas têm como objetivo localizar documentos, equipamentos e outros materiais que possam auxiliar na confirmação das irregularidades investigadas, além de identificar todos os envolvidos no suposto esquema, incluindo a empresa responsável pela realização dos concursos.
A operação também conta com o apoio técnico da Polícia Científica de Santa Catarina, responsável por garantir a preservação da cadeia de custódia e a integridade das evidências coletadas durante as diligências. Já o Gaeco do Paraná presta apoio operacional no cumprimento das ordens judiciais fora de Santa Catarina.
Operação "Gabarito em Branco"
De acordo com o Ministério Público, o nome "Gabarito em Branco" faz referência a uma possível prática utilizada pelos investigados para viabilizar aprovações nos concursos públicos alvo da apuração.
Todo o material apreendido será encaminhado para a Polícia Científica. Após a elaboração dos laudos, as evidências serão examinadas pelos investigadores para o prosseguimento das apurações.
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