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Os golpistas por telefone

Archimedes destaca os diferentes golpes que são feitos todos os dias através de ligações
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 13/03/2020 - 10:12Atualizado em 13/03/2020 - 10:12

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que já foi vítima de um golpe através de uma chamada por telefone. São inúmeros os tipos de golpes que são feitos unicamente através de telefonemas, sejam eles referentes a depósitos ou empréstimos de bancos, ou até mesmo a sequestro de familiares e entes queridos.

O historiador Archimedes Naspolini Filho é um dos tantos brasileiros que já sofreu com esse mal - isso, há uns oito anos. “Fui acordado de uma soneca pós almoço pela secretária que trabalhava em nossa casa, que desesperada e aos gritos me entregava o telefone fixo de nossa residência me informava: ‘seu Archimedes pelo amor de Deus, raptaram o Fernando’”, relembrou.

Archimedes, tomado pelos sustos e pelos gritos, atendeu o telefone e ouviu o chamado de “seu filho”, que gritava dizendo que estava preso e indicava outra pessoa para falar - pessoa a qual falava sobre o sequestro e indicava por instruções. “Interrompi a fala do bandido e o mandei para Portugal de navio, e desliguei o telefone. Depois telefonei para o meu filho, que confirmou estar tudo bem”, disse. 

Este tipo “clássico” de crime acontece todos os dias em muitos lugares do globo, mesmo que não ficamos sabendo sempre. Muitas vezes, as vítimas são avós que saem desesperados de casa para fazer depósitos em troca da liberdade de um neto que estaria sequestrado - uma mentira. 

A cada dia que passa, os indivíduos aperfeiçoam o seu método de golpes: estudam o linguajar, o tom da voz e até a maneira com a qual o neto se relaciona com os avós. Além disso, sabem tudo a respeito do pretenso sequestrado: colégio que estuda, horário de aulas, apelido dos pais, roupa que usa, nome do cachorro e por aí vai.

“Os golpistas estão em qualquer esquina, e fora dela também, a espreita da próxima vítima. Em cautos, até letrados da comunidade, somos passíveis de cair nas armadilhas montadas para tal. A calma e o raciocínio rápido, se pudermos evidentemente, são os primeiros instrumentos de socorro de que dispomos”, ressaltou Archimedes.

Enquanto isso continua acontecendo, a polícia segue investigando os autores de crimes como esses - autores que, muitas vezes, podem partir da nossa família ou de um local muito próximo de nós. “No final, Inúmeros outros golpes também fazem parte do cardápio desses malfeitores, que tanto abonam a sociedade”, concluiu Archimedes.