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Os carnavais da região carbonífera

Archimedes comenta um pouco sobre a maior festa popular brasileira
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 21/02/2020 - 09:54Atualizado em 21/02/2020 - 09:54

Chegamos a época de carnaval, a maior festa popular de todo o país que é tida por muitas pessoas como um dos maiores espetáculos festivos do mundo. No Brasil, a primeira e verdadeira expressão carnavalesca ocorreu através dos entrudos - brincadeiras e folguedos que tinham como principal característica, surpreender as pessoas com baldes de água e outros líquidos.

Archimedes Naspolini Filho relembra que, nas antigas épocas de carnaval, os foliões costumavam frequentar os bailes completamente fantasiados, com máscaras e disfarces. Já as fantasias, antigamente compostas pelas até hoje tradicionais Pierrô, Arlequim e Colombina, evoluíram para algo um pouco diferente. 

“Estas  fantasias evoluíram para críticas, especialmente para políticos. Dessa forma, houveram carnavais em que as máscaras de um senador, deputado, governador e até mesmo presidente, esgotavam no momento em que eram colocadas à venda - sempre no sentido da crítica”, destacou.

Em Criciúma e região, o carnaval vem perdendo a sua força ano após ano e já não é mais aquele que marcou toda uma época, entre as décadas de 1950 e 1980, com disputas entre clubes e com uma Praça Nereu lotada em dois dias de desfile e carnavais de rua. Na região do carvão, o carnaval ganha força, neste ano, somente no Balneário Rincão. 

“No Rincão terão escolas e blocos de vários municípios da região, além das locais, tomando as ruas para festejar o triplo momesco. Mesmo que estejamos vivendo ‘crises’, o povo não se importa e vai para o refrão”, concluiu o jornalista.