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Operação “Mercado Oculto” mira empresários e contador em investigação sobre sonegação em SC

Justiça autorizou sequestro de bens e valores de investigados em até R$ 8,9 milhões

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 02/09/2026 - 11:11 Atualizado há 19 segundos
GAECO cumpriu 31 mandados durante a Operação “Mercado Oculto” nesta quarta-feira (2) | Foto: Divulgação/MPSC
GAECO cumpriu 31 mandados durante a Operação “Mercado Oculto” nesta quarta-feira (2) | Foto: Divulgação/MPSC

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Uma rede de empresas entrou na mira do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) nesta quarta-feira (2). O GAECO deflagrou a Operação “Mercado Oculto” e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.

A investigação começou a partir de suspeitas de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro. Segundo o MPSC, empresas que aparecem oficialmente como independentes podem estar ligadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar.

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A suspeita é de que a divisão entre diferentes empresas e pessoas tenha sido usada para esconder a existência do grupo econômico e diminuir o pagamento de impostos. Empresários, empresas da rede e o contador do grupo são alvos da investigação.

Operação investiga possível estrutura empresarial formada por empresas oficialmente independentes | Foto: Divulgação/MPSC

Operação mira empresas e empresários

Os mandados são cumpridos em 23 municípios de Santa Catarina e dois do Paraná. Entre os alvos estão empresários, empresas da rede investigada e o contador do grupo.

As equipes buscam documentos, aparelhos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros que possam ajudar a esclarecer o funcionamento da estrutura investigada.

Também houve determinação judicial para o sequestro de bens e ativos financeiros de investigados, até o limite de R$ 8,9 milhões, valor estimado do prejuízo tributário.

Investigação também apura patrimônio

O GAECO requisitou informações a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos sobre negócios realizados por pessoas ligadas à investigação.

Mandados foram cumpridos em cidades de Santa Catarina e do Paraná | Foto: Divulgação/MPSC

A intenção é verificar se operações patrimoniais teriam sido usadas para ocultar bens e valores, além de identificar os beneficiários das transações e uma possível participação de terceiros.

Os materiais apreendidos considerados relevantes serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. O processo tramita em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas quando os autos forem tornados públicos.

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